Sainz: sem meu pai, não conseguiria chegar à Fórmula 1

Piloto da Toro Rosso relembra início difícil no kart por conta de sobrenome famoso: “queriam ganhar de mim mais do que de qualquer outro piloto”

Filho do bicampeão mundial de rally e uma vez campeão do Rally Dakar, Carlos Sainz, Carlos Sainz Jr. chegou à Fórmula 1 em 2015. E não foi por causa do nome. Ele sobreviveu ao dificílimo programa de jovens pilotos da Red Bull, e chegou à equipe B da empresa de energéticos na Fórmula 1, a Toro Rosso, um ano depois de ser o campeão da competitiva Fórmula Renault 3.5.

Ao MOTORSPORT.COM, ele relembrou seu início no automobilismo. Aos 10 anos de idade e idolatrando a sensação da Fórmula 1 da época, Fernando Alonso, Sainz se inspirou a tomar um caminho diferente do feito pelo pai.

Porém, nada foi fácil dentro da pista neste início, com outros garotos jogando mais pesado por conta da fama de seu nome.

“Tive pontos positivos e negativos neste início”, iniciou o piloto nascido em 1994.

“Os negativos foram sobretudo no princípio, quando tinha entre 11 e 12 anos, porque todas as pessoas olhavam muito mais para mim do que para qualquer outro menino simplesmente por ser o filho de Carlos Sainz. Tinha mais pressão, o que com 12 anos é difícil de administrar.”

“Mas o fato é que fui crescendo e me acostumando com isso. Mas tenho de ser honesto: há muitos pontos positivos de ter crescido com um campeão do mundo na minha casa.”

Questionado se chegou a temer os outros pilotos e a expectativa criada pela mídia, Carlos negou. Segundo ele, a influência e companhia do pai foram muito importantes neste ponto.

“Nunca tive medo. Meu pai me ajudou muito, sem ele não conseguiria ter chegado tão longe”, garantiu.

“Seus conselhos foram muito importantes. Mas teve muita gente, principalmente meus patrocinadores, que também acreditaram em mim. Eles me ajudaram muito para que hoje estivesse no paddock da Fórmula 1.”

“Mas era difícil. Quando tinha essa idade, 11 anos, os meninos viam que quem ia à frente era uma outra pessoa com mais nome, queriam mostrar serviço.”

“É como se quisessem ganhar de mim mais do que de qualquer outro piloto, porque despertava mais atenção. A verdade é que passei muitos momentos difíceis no kart porque essas coisas sempre aconteciam.”

Sainz foi o campeão da Fórmula Renault 3.5 em 2014, o que o credenciou à Toro Rosso. Em 2015, ele foi o 15º no campeonato, marcando 18 pontos após sofrer com muitos problemas mecânicos na unidade de potência da Renault.

Sainz sênior foi campeão de rally em 1990 e 1992. Em 2010 ele ganhou o Dakar, e em 2016 faz o rally pela nona vez.

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