Seis perguntas a serem respondidas no GP da Austrália

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Seis perguntas a serem respondidas no GP da Austrália
Por: Gabriel Lima
11 de mar de 2015 00:42

Saiba e entenda o que analisar e atentar durante o primeiro GP da temporada de 2015 da Fórmula 1

A 20ª edição do GP da Austrália no Albert Park, a ser disputada neste domingo, terá grande importância para clarear alguns temas da temporada 2015 da Fórmula 1. No segundo ano da nova “era turbo”, a categoria vive uma grave crise financeira que promete dar o tom da temporada e dos próximos anos.

[publicidade]Habitualmente após a pré-temporada, é difícil separar o joio do trigo - ou seja, quem realmente melhorou, quem enganou e quem escondeu o jogo durante o desenvolvimento no inverno europeu. Algumas das dúvidas poderão ser respondidas já neste domingo, na abertura da temporada. Outras ficarão para as outras 19 corridas da temporada (caso o GP da Alemanha seja realmente confirmado).

Saiba o que analisar do GP da Austrália:

1. Quanto a Fórmula 1 estará mais rápida?

Os mais otimistas chegam até a dizer que os carros podem ser três segundos mais rápidos graças às evoluções do motor turbo de pouco menos de 600 cavalos e dos sistemas eletrônicos, que dão 180 cavalos de potência aos carros de F-1. Por outro lado, também se espera que os carros sejam mais confiáveis em 2015 em razão do desenvolvimento tecnológico. Será que a Fórmula 1 estará mais rápida do que era com os motores aspirados até 2013? O GP da Austrália deve responder.

2. A vantagem da Mercedes aumentou mesmo?

Sim, ela ainda existe... e pode ter aumentado. A vantagem da Mercedes durante a pré-temporada assustou a maior parte do circo da Fórmula 1, que acreditava que o espaço de 2014 pudesse ser sensivelmente reduzido. Mas não. Rosberg e Hamilton cravaram os dois melhores tempos da pré-temporada de pneus macios, enquanto Bottas – terceiro – ficou a 0.271s do melhor tempo usando pneus supermacios. Alguns dizem que a Mercedes pode ser até um segundo mais rápida que os concorrentes com o pneu vermelho. A esperança de uma maior competitividade em 2015 sofreu outro golpe quando a equipe admitiu ter usado apenas um motor durante a pré-temporada (lembrando que apenas quatro motores poderão ser usados neste ano).

3. Onde andará a McLaren-Honda no grid de 2015?

Apesar de sabermos que a equipe inglesa e a fábrica japonesa demorariam um tempo para estar perto dos ponteiros, ninguém esperava que o início pudesse ser tão difícil. Ao lado do acidente até agora mal explicado de Fernando Alonso, a equipe de Woking deu apenas 380 voltas (1750,97 kms) durante a pré-temporada, enquanto que a Mercedes, time que mais rodou nos testes, deu 1340 voltas (6120,57 kms). Usando seu carro de 2015 apenas no último teste, a Force India ficou com seu VJM-08 a 15 voltas da distância rodada pela McLaren em todos os testes. Além disso, o melhor tempo do MP4-30 nos treinos de Barcelona foi 2.433s mais lento que o registrado pelo primeiro colocado.

4. Qual o tamanho do passo dado pela Ferrari?

A mudança de ares fez efeito no carro de 2015? Parece que sim. Toda a cúpula principal da operação de Fórmula 1 da Ferrari, incluindo nomes como Stefano Domenicali (chefe da equipe), Marco Mattiacci (substituto de Domenicali), Pat Fry (chefe de projetos), Luca Marmorini (chefe de motores), Nicholas Tombazis (coordenador técnico) e até Luca di Montezemolo (presidente da Ferrari), foi trocada. O novo chefe da equipe, Maurizio Arrivabene, estabeleceu como objetivo para 2015 pelo menos uma vitória. Pouco? Para uma equipe que em 2014 só foi a dois pódios e pela primeira vez não venceu desde 1993, não. A Ferrari precisa reencontrar o caminho do seu sucesso, e para isso aposta em uma dupla campeã, com Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen. O time dominou a sessão de testes de Jerez, primeira realizada na pré-temporada. Sua equipe cliente, a Sauber, também andou bem durante os treinos.

5. Verstappen e Sainz Jr estão à altura do desafio da Fórmula 1?

Um tem 17 e o outro 20 anos. Apesar de Verstappen ter tirado o fôlego de muita gente durante os treinos para o GP do Brasil do ano passado, salvando-se de uma batida no mergulho para a Junção, muitas são as dúvidas sobre a jovem e inexperiente dupla da Toro Rosso. Filhos de ex-pilotos, Max e Carlos tiveram carreira meteórica e impressionante nos monopostos até chegarem na Fórmula 1. Pressionados pela pouca idade, as primeiras corridas deverão importantes para a confiança dos dois.

6. Com um carro de 2014 atualizado a Manor conseguirá ficar a menos de 107% da pole position?

Em 2011 e 2012 a equipe HRT, enfrentando grave crise financeira, não conseguiu se classificar para a primeira corrida do ano na Austrália pela regra dos 107%. O mesmo poderá acontecer com a equipe Manor, que até o ano passado se chamava Marussia. O time não anda com seu carro (que será o modelo de 2014 atualizado com as mudanças do regulamento) desde o GP da Rússia, em 12 de outubro do ano passado, e confirmou que estará na Austrália com o inglês Will Stevens e o espanhol Roberto Merhi. Seria possível o time largar na primeira corrida e conseguir fazer a temporada completa de 2015? Como esperança, a equipe tem um investidor britânico do ramo de energia que promete salvar o projeto.
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Categoria Fórmula 1
Autor Gabriel Lima
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