Sem dados de corrida, Pirelli vai a Hungaroring "no escuro"

"É sinuosa e escorregadia, o que esquenta mais o pneu que uma pista rápida e reta", conta Paul Hembery

Carros de F-1 na Hungria em 2011

Para Paul Hembery, a corrida da Hungria ainda é uma grande incógnita para a Pirelli. De acordo com o diretor esportivo da fabricante, não existem dados sobre o comportamento dos pneus secos em Hungaroring, uma vez que o asfalto estava úmido na corrida do ano passado.

O dirigente, que prefere evitar fazer previsões, concorda que a pista próxima a Budapeste é complicada por ser lenta e quente, que a estrategia dos pneus fará a diferença, e ressalta a importância que os treinos livres em pista seca podem trazer para a corrida.
 
"A Hungria é um grande contraste aos circuitos que já visitamos neste ano, sendo a pista mais lenta do calendário, mas exigente aos pneus: é sinuosa e escorregadia, o que esquenta mais o pneu que uma pista rápida e reta, principalmente quando a temperatura ambiente é alta", comenta.
 
"No ano passado, vimos um pouco de chuva, então é melhor não fazer previsões. Além disso, nos falta informações sobre a performance dos pneus de pista seca em Hungaroring. Equilibrar as exigências de velocidade e durabilidade será a chave para extrair o máximo dos pneus e manter a degradação sob controle", analisa.
 
"Como ultrapassar é difícil, os pilotos terão uma oportunidade de usar a estrategia para ganhar posições. Por conta disso, o treino livre será vital para preparar a tática, sendo que os dois últimos dias de treinos livres foram prejudicados pela chuva", completa Hembery.
 
 
Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Tipo de artigo Últimas notícias