Stewart: “No meu tempo a F1 era perigosa e sexo era seguro”

Tricampeão mundial fala sobre perda da “mágica” do esporte ao longo dos anos, mas celebra maior segurança

Lenda da Fórmula 1 e atual garoto propaganda da cervejaria Heineken, patrocinadora do GP do Brasil, Jackie Stewart esbanjou simpatia no paddock de Interlagos. O ex-piloto escocês falou sobre a perda de identidade e magia da Fórmula 1 ao longo dos anos.

Neste GP do Brasil pela primeira vez na história teremos dois pilotos tetracampeões mundiais na pista, no entanto muitos ainda subestimam esta era da Fórmula 1 frente aos anos clássicos nos quais Jackie fez sua carreira.

Perguntado pelo Motorsport.com Brasil porque o duelo de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel é minimizado frente ao seu com Emerson Fittipaldi por exemplo, o escocês disse: “eu acho que a mágica dos 60 e dos 70 era maior do que apenas o esporte a motor.”

“Tínhamos os Beatles, o Rock N Roll. Era um período incrível. O Eric Clapton vinha para as corridas, o Ringo Starr, o John Lennon, o Paul McCarney, o Rod Stewart. Tínhamos emoção e glamour.”

“Além disso, naqueles dias o esporte a motor era perigoso. Na minha época, se você corresse por cinco anos, tinha duas ou três chances de ser morto.”

Para exemplificar o quando as coisas mudaram, Stewart ainda brincou: “O esporte a motor era perigoso e o sexo era seguro. Eu consertei o esporte a motor e a sua geração acabou com o sexo”.

“Era um período muito glamuroso. Era uma época legal, mas também era ruim porque a segurança no esporte e motor era muito ruim.”

“Isso mudou, e a F1 tem o melhor exemplo do mundo em segurança. Ficamos 21 anos sem matar um piloto. Antes, em um mês matávamos quatro pilotos. Era ridículo.”

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