Symonds: F1 ainda tem muito o que fazer nas mídias sociais

Ex-engenheiro campeão mundial e atualmente na Liberty Media, britânico compara números da F1 com outros esportes e vê campeonato ainda "em nenhum lugar"

Na semana passada, a Fórmula 1 informou que terminou 2017 com 11,9 milhões de seguidores no Facebook, no Twitter, no Instagram e no YouTube, o que representa um aumento de 54,9% em comparação com 2016.

O campeonato teve um grande impulso nas redes sociais e nas plataformas digitais na temporada passada, após relaxar algumas das restrições para as equipes de F1 quanto aos conteúdos de vídeos nas mídias sociais.

A F1 também aumentou significativamente a quantidade de vídeos disponibilizados na sua própria plataforma e disse que os minutos gastos no Facebook aumentaram em mais de 1600% em comparação com 2016. Ao lado disso, a categoria informou também que os views de seus vídeos no Twitter subiram para 64 milhões, 165% mais que antes.

Mas o ex-diretor técnico da Williams, Pat Symonds, que se juntou à equipe de especialistas da F1 sob o comando de Ross Brawn no ano passado, disse que há muito mais a ser feito.

"Quando você lê isso, parece uma boa notícia, mas na realidade, não estamos em nenhum lugar", disse ele.

"Estamos atrasados. Se você apenas olhar para o Facebook, Mercedes está lá com 10 milhões de curtidas contra 95.5 milhões do Barcelona Football Club.”

"Nós não chegamos a nenhum lugar na F1. É o mesmo com os pilotos. Lewis Hamilton tem quatro milhões de seguidores no Facebook, enquanto Cristiano Ronaldo tem 11,8 milhões.”

"Nós temos muito a fazer nessas áreas. Pelo menos estamos cientes disso agora. Antes de a Liberty assumir, eu não acho que isso tenha atraído a mente de Bernie."

Os patrões da F1 estão atualmente avaliando seus planos de mídias sociais para o próximo ano para promovem o engajamento.

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