Times podem ter que fazer escolhas de pneus às cegas em 2017

Equipes podem ter que efetuar suas escolhas para as primeiras provas de 2017 sem ao menos terem testados novos compostos elaborados pela Pirelli

Os moldes do campeonato de 2017 vão ganhando forma e algumas consequências seguem para o bem e para o mal. Com 14 semanas necessárias para a Pirelli fabricar seus pneus, há a perspectiva de que em 2017 as escolhas de pneus precisem ser feitas antes que os carros do próximo ano tenham sido testados pela primeira vez.

A situação foi semelhante nesta temporada, mas com nenhuma grande mudança nos compostos de pneus, não foi difícil para as equipes decidirem.

Para 2017, porém, com todos os novos carros programados para terem tempos de volta cinco segundos mais rápidos, não haverá dados anteriores para comparações.

Totalmente diferente

Paul Hembery, diretor da Pirelli, acredita que as equipes ainda não despertaram para a complicação que poderá vir pela frente na escolha de pneus para 2017.

"No próximo ano vamos ter pneus completamente diferentes e eu acho que as equipes não perceberam isso, quando elas precisarão fazer as suas escolhas para Melbourne", disse Hembery ao Motorsport.com.

"Eles têm que fazer essas escolhas com antecedência e não poderão fazê-las depois dos testes de fevereiro. Estou certo de que eles vão acordar em breve. Então, vamos ter algumas situações fascinantes daqui para frente no próximo ano."

Prazo: novembro

Embora a Pirelli tenha conseguido um acordo para ter 25 dias de testes este ano para se preparar para 2017, a especificação final dos pneus não estará finalizada após o fim da temporada.

Hembery sugeriu, no entanto, que a Pirelli possa solicitar uma mudança do projeto final para garantir que ela tenha seus produtos no local.

"Enquanto as equipes provavelmente não verão os pneus até fevereiro do próximo ano o nosso prazo técnico é realmente até novembro", disse ele.

"Se sentirmos que não estamos onde precisamos estar em novembro, talvez possamos estender esse prazo."

"As equipes não terão carros prontos até fevereiro, por isso, provavelmente terão que encontrar uma maneira de usar o frete aéreo para a primeira corrida, mas mesmo assim vai ser muito, muito apertado."

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