Toro Rosso explica salto após GP da Austrália "horrível"

Quarto lugar no Bahrein foi resultado de uma combinação de fatores que incluem desempenho do motor Honda, atualizações do carro e o ritmo do piloto

Na Austrália a Toro Rosso era apenas o nono carro mais rápido, a 3s368 na classificação, enquanto que no Bahrain, essa margem foi de apenas 1s371, depois de introduzir uma atualização aerodinâmica, incluindo um assoalho modificado.

"Foi um bom salto da Austrália, mas a realidade é que tivemos um desempenho muito ruim lá", disse o diretor técnico, James Key, ao Motorsport.com.

“O carro não estava funcionando bem, então tivemos um resultado negativo e parece um salto maior do que provavelmente foi.”

"Pensamos que seríamos melhores aqui, os pilotos conhecem a pista e fizemos algumas atualizações na aerodinâmica do carro que valeram alguns décimos, mas também apresentaram algumas características desejáveis.”

“Depois de aprender um pouco na Austrália, fizemos uma mudança substancial na forma como estamos montando o carro.”

A proximidade do meio do pelotão é suficiente para fazer uma diferença significativa na ordem de corrida.

"É muito apertado", disse Key sobre o meio de grid. “No TL3 havia três décimos entre o nono e o 15º, então você poderia fazer um trabalho quase tão bom ou parecer bastante desastroso.”

"Temos um melhor equilíbrio entre baixa e alta velocidade, que é uma combinação de todas as diferenças em relação a Melbourne."

Também foi uma surpresa ver um carro da Honda funcionando tão bem no que é caracterizado como um circuito de potência.

"A dirigibilidade do motor Honda tem sido bastante positiva para nós, coisas como tração e a forma como os pilotos podem sair das curvas tem sido geralmente melhor do que no ano passado", disse Key.

“Isso mostra que o motor Honda não está tão distante quanto talvez já esteve.”

"Definitivamente, é uma pista que se adapta melhor aos pontos fortes do nosso carro em geral."
O desempenho do piloto também foi importante, pois enquanto a corrida de Brendon Hartley se desfez por causa de penalidades, Pierre Gasly conseguiu explorar o ritmo do carro.

"Nossa estratégia dependia de ele ter essa posição no início, já que, com toda a probabilidade, teríamos ar livre à frente porque sabíamos que os caras da frente iriam se afastar um pouco", disse Key.

"A gente acabou abrindo essa diferença e conseguiu administrar a corrida."

Confira os dez destaques do GP do Bahrein

 

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Tipo de artigo Entrevista