Tost: dizer que teto de gastos na F1 não funciona é tolice

Chefe da Toro Rosso rejeitou sugestões de que limite de gastos das equipes da F1 seja impossível

Acredita-se que um limite orçamentário para as equipes da F1 esteja na agenda da nova proprietária da categoria, a Liberty Media, mas a empresa provavelmente enfrentará uma difícil tarefa de convencer as maiores equipes da F1 a seguir com a medida.

Os planos anteriores de limitar o orçamento na F1 foram resistidos pelas equipes e, em resposta a este novo movimento, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, afirmou que não acreditava que os limites de gastos pudessem funcionar para a categoria.

"Apesar de todas essas intervenções da FIA para tentar limitar os gastos, elas [as equipes] encontraram outras formas de gastar", disse Marchionne.

Franz Tost, chefe da Toro Rosso, no entanto, insiste que as equipes de ponta da F1 estão sendo falsas quando dizem que os custos são impossíveis de policiar.

"Dê a cada equipe, por exemplo, 150 milhões de euros com a FIA observando isso", disse Tost ao jornal Tiroler Tageszeitung, da Áustria.

"As grandes equipes gritarão que não há maneira de controlar os custos, mas isso é tolice. Na Toro Rosso eu sei quanto custa cada parafuso."

"Muitos afirmam que você não pode controlar o desenvolvimento, o que é uma tolice também. Se alguém não quiser apresentar seus gastos, então a FIA poderia cobrar esta equipe duas vezes o preço médio da peça em questão."

"E então você verá uma mudança de atitude bastante rápida."

"Precisamos reduzir os custos. Uma equipe não pode gastar 450 milhões de euros por ano. Mesmo as fabricantes não podem aceitar somas como estas para sempre, não é possível, gastamos muito dinheiro na Fórmula 1."

Relatos adicionais por Stefan Ehlen

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