Verstappen: duelo Schumacher/Kimi inspirou manobra em Perez

Max Verstappen diz que inspiração para manobra sobre Sergio Perez durante GP do Brasil foi uma ultrapassagem idêntica de Kimi Raikkonen sobre Michael Schumacher na edição da prova em 2012

Max Verstappen foi o nome do enfadonho GP do Brasil, colocando uma pitada de emoção na prova com uma ultrapassagem brilhante sobre Sergio Perez no "S" do Senna, dividindo a segunda "perna" da curva com o mexicano e chegando a tocar roda com o piloto da Force India antes de finalizar a manobra.

Falando sobre a ultrapassagem após a prova, Verstappen revelou que sabia como contornar a primeira perna do "S" do Senna por fora e sair em vantagem na segunda perna após ver Kimi Raikkonen executar manobra semelhante em cima de Michael Schumacher na edição da prova brasileira em 2012.

"Vi isso há alguns anos entre Raikkonen e Schumacher e achei muito legal. Aí tive a oportunidade de fazer o mesmo", disse.

Confiança em Perez

Verstappen ressaltou que algo fundamental para que ele pudesse entrar em uma disputa roda a roda como a vista na prova em Interlagos foi o fato de ele confiar completamente na lisura de Perez.

"Você pode fazer o seu melhor, mas se o adversário não se importar e jogar o carro em cima de você, tudo está acabado. "Checo"(apelido de Perez) é, para a minha sorte, um piloto justo, então tivemos uma bela batalha", afirmou, para em seguida descrever a disputa.

"Peguei um pouco de ar limpo e fiz a freada por fora, tentando não travar as rodas. Ele procurou abrir a trajetória para que eu recuasse e tivemos um leve toque na entrada da segunda perna do "S" do Senna. Mas acabou sendo bom para mim, pois consegui executar a manobra".

Falta de potência como fator limitador

Apesar de todo o esforço, Verstappen terminou a prova em décimo - com a desclassificação de Felipe Massa, o holandês subiu para o nono posto - e admitiu que a falta de potência do motor Renault o impediu de obter um resultado melhor.

"Foi o máximo que eu poderia conseguir, especialmente por causa das longas retas. Foi complicado segurar Lotus e Force India, mas gostei das disputas nas quais me envolvi e das ultrapassagens que fiz. Uma corrida positiva, sem dúvida.

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