Verstappen sobre ordem: “Meu pai teria chutado minhas bolas”

Holandês desobedeceu equipe nas últimas voltas do GP de Cingapura após ter recuperado volta para chegar à frente de companheiro

Max Verstappen de 17 anos foi destaque neste domingo (20) em Cingapura. O piloto da Toro Rosso acabou deixando o carro morrer no grid e perdeu uma volta na corrida logo no início. No entanto, as entradas do Safety Car o fizeram recuperar a desvantagem. No final, o piloto fez várias ultrapassagens e se colocou no oitavo lugar.

A polêmica ficou por conta do piloto do carro 33 ter negado explicitamente o pedido do time de deixar seu companheiro, Carlos Sainz Jr, passar a poucas voltas do fim. Segundo a Toro Rosso, o espanhol estava em melhores condições de atacar Perez, que vinha à frente.

Mas Max não acatou, e explicou que o pai e ex-piloto, Jos Verstappen, havia lhe convencido de um jeito nada usual a não obedecer ordens de equipe. "Ele me disse que me chutaria nas bolas se eu deixasse passar", disse sorrindo ao De Telegraaf.

"Eu não vejo razão para deixá-lo passar, e se fosse o contrário ele não teria me deixado passar também."

Sainz não ficou feliz com o ocorrido. "Ele foi mandado quatro vezes me deixar passar e não o fez", disse ele à imprensa espanhola.

"Sentia que poderia passar a Force India, mas Max fez a sua escolha, que foi não ouvir."

Chefe da equipe, Franz Tost colocou panos quentes no ocorrido e reconheceu a razão de Verstappen. "Max estava certo", disse ele.

"Se Carlos estivesse muito mais rápido, ele teria chegado mais perto. Mas ele sempre esteve alguns décimos atrás. No final, foi a decisão certa."

"Não espero absolutamente nenhuma inimizade", insistiu. "Ambos são profissionais o suficiente."

Verstappen confirmou: "Eu conversei com Carlos e está tudo bem. Isso não terá qualquer impacto significativo."

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