Webber teme por futuro de pilotos australianos na F-1

Piloto da Red Bull até 2013, Mark crê que hoje em dia seja mais difícil sair da Oceania para competir na Europa

Mesmo com o compatriota Daniel Ricciardo o substituindo na Red Bull, MarkWebber não se mostra muito animado com o futuro dos pilotos vindos da Oceania na Fórmula 1 a longo prazo. Para ele, falta mais dinheiro hoje em dia do que quando conseguiu chegar à Europa pelo campeonato inglês de Fórmula Ford.

"Você ainda precisa chegar à Europa muito cedo. Eu sempre disse que gostaria de ter feito algumas provas de kart no campeonato europeu", disse Webber, que atualmente guia a carreira do neozelandês Mitch Evans, campeão de 2012 da GP3 e atualmente na GP2.

O australiano ainda competiu nas 24 Horas de Le Mans em 1999 depois de ter saído da Fórmula 3 inglesa e na sequência correu na Fórmula 3000.

"É muito caro agora sair da Austrália e provar que se tem valor. Sempre foi difícil, mas agora é muito, muito mais difícil. É complicado encontrar caras como Mitch que tenham conseguido.

O piloto citou de exemplo o tabaco no Brasil para falar que não se conseguia facilmente patrocínios na Austrália para chegar à Europa. "Sendo um piloto da Nova Zelândia ou da Austrália, já é muito difícil de penetrar na Europa. No meu início, nós não tínhamos dinheiro em nosso país.”

"Na minha época, quando era a Marlboro que financiava jovens pilotos, você não vendia muitos cigarros na Austrália, mas você vendia caixas de cigarros no Brasil”, falou.

"Agora é a Rússia. Há um monte de gente lá e que pode ajudar com dinheiro e patrocínio."

Ainda assim, Webber crê que há muitos bons pilotos na Oceania. "Há muito talento na Austrália, não há dúvida sobre isso. Mas há um campeonato muito bom, a V8 Supercars, e os caras, por vezes, perceber que é uma opção ao invés de vir para a Europa".

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