Webber teme que endinheirados criem geração sem talento na F-1

Perto de aposentadoria, australiano vê exagero na valorização de pilotos que bancam suas vagas na categoria

A história de Mark Webber no automobilismo é daquelas em extinção atualmente: foi morar na Inglaterra vindo da Austrália com muitos sonhos e pouco dinheiro, e conseguiu andar nas categorias britânicas com um patrocínio das “Páginas Amarelas”. Entrou na Fórmula 1 pela Minardi e sempre andou por times do meio do pelotão até que um deles, a Red Bull, se organizou e aproveitou uma extensa mudança de regulamento, em 2009, para se tornar grande.

A seis provas da aposentadoria e aos 37 anos, Webber acredita que a necessidade de jovens pilotos financiarem suas vagas pode afastar o talento da Fórmula 1 nas próximas gerações.

“A Fórmula 1 precisa manter o talento chegando e não está certo que tenhamos esses pilotos que têm provas ou governos colocando muito dinheiro para aparecer com cinco, oito, dez milhões de dólares”, afirmou o australiano à Sky Sports.

“Considero Bottas bom, ele fez um trabalho bom em um carro difícil, mas no geral temos de ter cuidado para não haver um vácuo por não termos esses caras bons chegando. Todos precisamos disso enquanto esporte e Fórmula 1 precisa ter isso.”

Além dos pilotos, Webber defende que “a qualidade seja mantida” também nos eventos. “Não há ninguém na Coreia. Precisamos de eventos de qualidade, pilotos de qualidade, equipes de qualidade.”

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