Williams busca solucionar reação “catastrófica” de nova asa

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Williams busca solucionar reação “catastrófica” de nova asa
Scott Mitchell
Por: Scott Mitchell
12 de jul de 2018 11:29

A Williams está certa de que conseguirá resolver o problema “catastrófico” em sua aerodinâmica provocado pela nova asa traseira que tentou introduzir em Silverstone.

Sergey Sirotkin, Williams FW41 runs wide
Sergey Sirotkin, Williams FW41
Sergey Sirotkin, Williams FW41
Paddy Lowe, Williams
Sergey Sirotkin, Williams FW41
Sergey Sirotkin, Williams FW41
Sergey Sirotkin, Williams FW41

Ambos os pilotos do time saíram da pista na classificação após a nova asa ter criado um estol aerodinâmico no difusor assim que o DRS abria e era fechado novamente.

A Williams mudou as asas dos dois carros, o que fez com que Lance Stroll e Sergey Sirotkin largassem dos boxes, sendo que o time ainda avalia as asas novas para tentar entender a causa do problema.

Diretor técnico da Williams, Paddy Lowe descreveu o problema como “intermitente, mas bem catastrófico”.

Ele disse: “Nessa situação, há uma perda extrema de pressão aerodinâmica, e isso não é muito seguro.”

“Claro, podíamos considerar correr sem o uso do DRS, mas essa não é uma forma de competir.”

Questionado se a equipe tentaria usar a asa no futuro, Lowe acrescentou: “Sim, tenho certeza de que há uma forma de corrigir isso. É isso que precisamos entender.”

“Não acho que haja nada fundamentalmente errado com essa asa traseira. É algo na forma com que isso tem sido montado, é uma combinação que está causando esse fenômeno estranho.”

“Não temos a resposta agora. Queremos fazer mais algumas avaliações. “

Lowe disse que iniciar a prova com ambos os carros do pitlane foi “uma nova experiência a qual espero nunca mais ter de repetir”.

A asa traseira é parte do programa de recuperação estabelecido pela Williams após um início difícil de temporada.

Lowe disse que isso “não afetaria” o plano de desenvolvimento, e, na verdade, ofereceria uma visão melhor sobre o que está acontecendo e o que pode ser melhorado.

“Correlação é um projeto que nunca acaba. A razão pela qual vemos as equipes usando rakes [ferramenta utilizada nos carros especialmente em treinos livres para medir o fluxo de ar pelo carro e estudar a correlação] o tempo inteiro. É um esforço constante para melhorar a correlação entre as ferramentas da base e os carros que andam na pista.”

“Você pode aprender coisas que deverão ser relevantes também para o próximo ano.”

Lowe disse que a asa traseira é a solução da Williams de downforce máximo que foi projetada para ser mais eficiente na Hungria e em Cingapura, mas que ainda assim era “levemente melhor” para circuitos como Silverstone.

Ele indicou que mais novidades virão na Alemanha e Hungria, mas não “prometeria nenhum resultado particular” ou detalhes do desenvolvimento.

Reportagem adicional de Oleg Karpov

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Sobre esta matéria

Categoria Fórmula 1
Evento GP da Grã-Bretanha
Localização Silverstone
Equipes Williams
Autor Scott Mitchell