Wolff: "Deveríamos parar de romantizar o passado"

Chefe da Mercedes ressalta comprometimento da fabricante alemã com a categoria e se diz aberto a discutir mudanças na Fórmula 1

A Mercedes dominou os dois últimos anos na Fórmula 1, fazendo com que a categoria receba críticas de todos os lados pela falta de competitividade. As mudanças no regulamento previstas para 2017 serão implantadas no sentido de modificar a relação de forças atual.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, concorda que esse domínio avassalador é prejudicial para a categoria, mas ressalta que sempre existiu um time à frente dos demais na F1. O dirigente espera, no entanto, que as disputas se intensifiquem nos próximos anos.

"É bom para a F1 que uma equipe seja dominante e que isso seja algo bastante previsível, como aconteceu em 2014 e 2015. Não, mas se você olhar para o passado, sempre foi assim. O que eu posso fazer?", disse o dirigente em entrevista ao site da revista britânica Autosport.

"Esperamos que a competitividade aumente gradativamente e deveríamos parar de romantizar o passado, de dizer o quão bom era. Parece-me que as pessoas se esqueceram de que seguimos em frente, que o produto precisa ser desenvolvido", afirmou.

Além disso, Wolff procurou ressaltar que a Mercedes se manteve no esporte mesmo quando não esteve no topo - ao contrário de outras fabricantes, que deixaram o esporte quando se viram sem resultados significativos.

"Temos sido um parceiro leal à F1, estamos neste esporte há 23 anos consecutivos e somos uma das marcas que dá credibilidade para a categoria. Estamos abertos para mudanças e para discutir qualquer assunto relevante sobre as direções para as quais a F1 deveria seguir", completou.

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