Wolff: Red Bull cometeu “erro estratégico” com combustível

Chefe da Mercedes na F1, Toto Wolff acredita que o fato de a Red Bull não usar o mesmo fornecedor de combustível e óleo do que a equipe de fábrica da Renault pode lhe custar performance.

A Red Bull é a única equipe cliente da Renault que usa componentes de uma fabricante diferente – ela optou pela ExxonMobil em vez de BP/Castrol, usado pela Renault.

A McLaren também usa o material da última, mas já revelou planos de mudar para a Petrobras no ano que vem (a parceria vigente em 2018 é apenas comercial).

Contudo, a Mercedes prefere que seus clientes permaneçam com a Petronas, enquanto que a Ferrari faz o mesmo com a Shell e as equipes a quem fornece motor.

Wolff insiste que isso traz benefícios aos clientes, já que todo o desenvolvimento e testes de dinamômetro são realizados com o mesmo combustível e óleo, de modo que o pacote da unidade de potência é otimizado por isso.

Já a Red Bull, em contrapartida, tem de pagar pelos testes de dinamômetro na Renault quando quer testar uma nova configuração dos componentes da ExxonMobil.

A McLaren usou ExxonMobil em 2014, quando fez sua única temporada como cliente da Mercedes na era V6 turbo híbrida, e entende-se que isso custou performance à equipe.

“A ExxonMobil é capaz de fazer um produto de primeira, assim como a BP/Castrol ou qualquer uma das fornecedoras de ponta”, disse Wolff ao Motorsport.com.

“O erro estratégico é optar pelo acordo comercial em vez de garantir que você tem a mesma especificação de combustível e óleo que a equipe de fábrica.”

“Nossas equipes sempre usaram Petronas, tirando a McLaren. Nunca foi uma questão, porque estrategicamente você precisa garantir que você está no mesmo nível de performance, e, portanto, tem os mesmos fluídos que a equipe de fábrica.”

“Todos usamos os mesmos combustíveis, porque calibramos nosso motor em uma configuração de combustível. Se você tem uma configuração diferente, é preciso ter uma calibragem completamente diferente do motor.”

“Você usa calibragens diferentes na pista, o que não te traz aprendizado algum. Você está complicando sua vida se você tem configurações diferentes. Essa é a filosofia.”

Wolff explicou que o custo extra de testes de dinamômetro para uma fornecedora particular da equipe deve fazer parte da equação.

“O número será muito menor do que o valor do acordo comercial no geral. Mesmo assim, você precisa equilibrar se o benefício financeiro compensa o déficit estratégico por não ter uma cooperação próxima entre fornecedora de combustível/óleo e a equipe de fábrica.”

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