GP2 promete mudança de motor V8 para V6 em 2018

Chefe de categoria escola da F1 diz que especificação dos motores será alterada, mas descarta uso de pneus mais largos

O chefe da GP2, Bruno Michel, diz que sua categoria irá contar com motores V6 a partir de 2018. O carro atual, utilizado desde 2011, também vai ser substituído em 2018. Originalmente concebido para ter vida de apenas três anos, o conjunto teve seu tempo de uso estendido por questões financeiras.

"Nós vamos manter o mesmo carro para 2017 por razões econômicas", disse Michel ao Motorsport.com.

"Precisamos ter cuidado, porque não há tanto dinheiro no mercado. Os pilotos estão trazendo a maior parte do dinheiro para fazer o nosso campeonato, e precisamos ter certeza de que há pilotos suficientes com dinheiro suficiente para guiar aqui.”

"Fazer as equipes comprarem carros novos para 2017 provavelmente teria sido um pouco difícil. Não estou dizendo que teria sido impossível, mas precisávamos ter cuidado. Então decidimos adiar por mais um ano o novo carro."

A GP2 usa motores V8 aspirados desde o início do campeonato, em 2005, mas o regulamento de 2018 irá introduzir unidades turbo V6.

Michel disse, entretanto, que é improvável que a GP2 siga a F1 e tenha pneus mais largos.

"Não tenho certeza sobre pneus mais largos", disse ele.

"O carro será mais parecido com a Fórmula 1, com certeza. Porque fazemos a cada três anos um carro novo que tenta se parecer o máximo possível como a Fórmula 1. A Fórmula 1 muda todos os anos, mas nós não.”

"Vamos provavelmente com um motor V6 turbo. E os pneus... não tenho certeza que vamos ter pneus mais largos, porque estou feliz com as corridas que temos agora. Não sei em que direção podemos ir com pneus mais largos."

Perguntado sobre como pneus da GP2 podem ser diferentes dos usados ​​na F1, Michel disse: "Em termos de dimensão, podem, mas não em termos de fornecedor. A F1 terá pneus mais largos, então as coisas vão ser diferentes. Mas há a ideia de que a Pirelli ainda os ajuda na Fórmula 1.”

"Mesmo com pneus de dimensões diferentes, eles terão o mesmo tipo de degradação e assim por diante."

O chefe da GP2 também alertou que os motores híbridos estão descartados: "Caros demais”.

"Se quisermos colocar motores híbridos, teremos uma completa escalada de custos. Isso é a última coisa que queremos."

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