Sabatina Razia e Nasr: brasileiros da GP2 respondem perguntas dos leitores

"Existe de uma possibilidade de estar na F-1 em 2013. Chance real, e com um bom resultado, com um bom patrocínio", disse Luiz Razia

Um é o líder do campeonato, o outro, chegou com banca por trazer o título da F-3 inglesa, e ambos estão a um passo da Fórmula 1. Com a ajuda de vocês, leitores, o TotalRace foi atrás dos brasileiros Luiz Razia e Felipe Nasr para responder as dúvidas sobre a categoria e o futuro de cada um.

Com quatro vitórias no ano e nove pódios, Luiz Razia soma 196 pontos, sete a mais que seu maior rival, Davide Valsecchi, e que por coincidência é companheiro de equipe de Felipe Nasr, nono no campeonato, que angariou três pódios em sua temporada de estreia.

Segue a conversa de Razia e Nasr com os leitores do TotalRace, em perguntas enviadas por meio de Facebook e twitter.

PERGUNTA (Victor): Quanto dinheiro, em média, custa uma vaga na Fórmula 1?
FELIPE NASR:
É muito difícil falar isso. Acho que é diferente para cada piloto e cada equipe tem um pacote diferente. Não são todas que estão pedindo dinheiro, mas, claro, alguém que quer entrar na Fórmula 1 agora, precisa disso. A maioria das vagas disponíveis é com dinheiro, mas no quesito valor, não estou sabendo de nada, mas com certeza não é pouco.
LUIZ RAZIA: Eu acho que um preço fixo não existe. Hoje em dia, como a crise está grande, e a Fórmula 1 está precisando de dinheiro, assim como a equipe Sauber falou recentemente, os pilotos que tem patrocínio possuem mais chances de conseguir vaga. Sabemos disso, não temos que tapar o sol com a peneira. Mas isso varia, 15 milhões de Euros, cinco milhões... Para uma equipe grande não sei nem se um o preço existe, mas acho que é mais ou menos isso.

PERGUNTA (Renan Coelho): Nasr, a temporada está sendo como você esperava? O planejamento de mais um ano na GP2 continua?
FELIPE NASR:
No começo da temporada, eu já falei que iria apanhar. Tinha muita coisa para aprender com a equipe, categoria, mas já previa que a partir da metade da temporada, que eu iria para as pistas que já conhecia, seria melhor. E é o que esta acontecendo. Consegui alguns pódios, bons resultados, inclusive, em algumas, melhor do que me companheiro. Já era esperado, claro, tivemos alguns momentos que as coisas saíram fora do controle, alguns problemas no carro, mas enfim,  poderia ser melhor, mas está tudo dentro do esperado. Agora é continuar melhorando até o final e, desde que eu entrei na categoria, foi pensando em dois anos.

PERGUNTA (Renan Coelho): Nasr, olhando as corridas restantes, podemos sonhar com você no top 3 no final do campeonato?
FELIPE NASR:
Acho que top 3 é muito difícil, como os três primeiros já distanciaram muito na pontuação, acho que ficaria difícil. Eu, pessoalmente, não estou concentrado em campeonato. Estou concentrado em ganhar corrida. Esse é o meu dever de casa. Precisamos melhorar um pouco no ritmo de corrida para termos foco. No final, claro, o resultado do campeonato será melhor com isso.

PERGUNTA (Ariclenes Costa): Felipe, claramente houve uma evolução de sua pilotagem nas últimas provas. Quais são os motivadores dessa evolução?
FELIPE NASR:
Primeiro é a experiência. Conhecendo melhor o carro, o pneu, tendo um entrosamento com a equipe, entendendo melhor a categoria, ou seja, tudo. Cheguei cru, não fiz treinos como os outros no fim do ano passado, onde inclusive teve uma corrida extra em Abu Dhabi. Não fiz nada disso. Tomei uma decisão muito tardia com meus patrocinadores. Estava ciente que as coisas iam ser muito difíceis, um desafio. Eu aceitei, paguei o preço no começo, mas as coisas estão evoluindo e só temos a melhorar.

PERGUNTA (Ariclenes Costa): Luiz, caso ganhe a GP2 esse ano e seja alçado a piloto de testes da Fórmula 1 ano que vem, você ficaria apenas como piloto de testes aguardando um chance como titular, ou pilotaria em outra categoria em paralelo à Fórmula 1?
LUIZ RAZIA:
Não. Acho que meu objetivo não é ser piloto de teste. Meu objetivo é conseguir uma vaga. Coisas boas virão, o pessoal não está sabendo, mas tem coisa boa que virá, mas o meu objetivo maior esse ano é conseguir o campeonato na GP2, como todo mundo vê, está difícil, apertado, a briga está muito intensa. Preciso me concentrar ao máximo nesse trabalho com a GP2. Na Fórmula 1, vamos tentar o máximo para conseguir uma vaga em uma boa equipe. Esse é o meu objetivo.

PERGUNTA (Fernando, Marcos Zangari, Heron Soares): Quais são as perspectivas do Razia para a Fórmula 1 em 2013. Existe possibilidade de correr na Toro Rosso?
LUIZ RAZIA:
Existe de uma possibilidade de estar na F-1 em 2013. Chance real, e com um bom resultado, com um bom patrocínio. Estou juntando as três coisas que preciso. Um nome legal, uma pessoa que cuida desses afazeres, patrocínio vamos conseguir, e os resultados estão chegando. Está completo para conseguirmos a vaga.

PERGUNTA (Sani Salminen): Felipe, você já sabe o que você vai fazer em 2013? Continuar com a DAMS?
FELIPE NASR:
Continuar na equipe seria o mais lógico, já que temos um entrosamento melhor, mas claro as portas estão abertas, e ai temos algumas opções para o ano que vem se optarmos por não ficar na DAMS, mas como piloto, preferiria continuar.

PERGUNTA (Paulo Cezar): Razia, o que sentiu ao cruzar a linha de chegada em Valência? Acha que foi sua melhor corrida na carreira?
LUIZ RAZIA:
Foi uma corrida muito legal, e ganhar nos últimos metros foi especial, mas já tive corridas, que , na F-3, por exemplo, onde eu larguei de primeiro, choveu, cai para último, troquei pneu, passei todo mundo e ganhei. Fui uma das mais legais que tive.

PERGUNTA (Paulo Cezar): Nasr, como é trabalhar para manter a cabeça no lugar recebendo tantos elogios após tão pouco tempo na GP2?
FELIPE NASR:
Isso nunca me afetou. Sempre trabalhei para mim mesmo, sem contar com elogios. Estou ali para fazer meu trabalho. Sei que as coisas estão melhorando, e não é a hora de achar que as coisas estão bem. Temos que melhorar mais, aprender mais. É bom ter elogios, mas eu mesmo nunca estou satisfeito.

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