Di Grassi: erro de cálculo gerou desclassificação no México

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Di Grassi: erro de cálculo gerou desclassificação no México
Charles Bradley
Por: Charles Bradley
1 de abr de 2016 18:47

Lucas di Grassi explicou em detalhes ao Motorsport.com os motivos que levaram à desclassificação no ePrix do México, vencido pelo brasileiro na pista

Winner Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport, second place Jérôme d'Ambrosio, Dragon Racing, third place Sébastien Buemi, Renault e.Dams during the press conference
Podium: winner Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Podium: winner Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Podium: winner Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Winner Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport in parc ferme
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport

Um problema com o consumo de bateria, que levou a um equívoco de cálculo do engenheiro da ABT Audi, combinado ao elevado desgaste de pneus - gerado pela agressividade necessária para superar os carros da e.Dams - foi o que levou o carro de Lucas di Grassi a ser desclassificado do ePrix do México, prova vencida pelo brasileiro na pista.

Na inspeção técnica após a prova, entretanto, o Abt Schaeffler FE01 estava 1,8 kg abaixo do peso mínimo (incluindo o piloto), que é de 888 kg.

"Em todas as corridas tentamos estar o mais próximo do peso mínimo para tentar alcançar o pessoal da e.Dams. Nós analisamos os dados após a corrida. O carro que foi desclassificado por estar abaixo do peso foi o primeiro - o segundo estava dentro do peso mínimo", disse di Grassi ao Motorsport.com.

"Tivemos um problema de bateria no início do primeiro treino livre no primeiro carro. O pessoal da Williams cuidou dos reparos durante o dia todo e este carro só ficou pronto uma hora antes da prova, então não tivemos tempo para recalcular o peso", afirmou, explicando os detalhes que levaram ao erro de cálculo.

"Você precisa das correias e de outros componentes. Trocamos as correias de um carro para outro e o engenheiro acabou não levando isso em consideração. Foi um pequeno erro de cálculo e tivemos um desgaste de pneus mais elevado do que esperávamos, o que nos levou ao déficit de peso."

"Com o outro carro, estava tudo certo - foi com este que fizemos a classificação. É algo estranho, os carros são exatamente iguais, com os mesmos componentes e com a mesma quantidade de lastro que utilizamos em todas as provas. Além disso, o carro desclassificado estava dentro do peso mínimo na noite anterior e não foi como se eu tivesse perdido mais líquido durante a prova ou chegado em um peso diferente para o final de semana no México."

Exclusão no México diferente da de Berlim

É a segunda vez em um espaço de um ano que di Grassi perde uma vitória sendo desclassificado - em maio do ano passado, o brasileiro venceu o ePrix de Berlim na pista, mas a ABT foi penalizada por ter alterado uma parte da asa dianteira e das proteções das rodas - algo que ainda deixa o piloto contrariado. Além disso, di Grassi ressalta que as situações em Berlim e na Cidade do México são diferentes.

"Perdi o campeonato no ano passado por essa situação. As regras são claras e temos que aceitá-las, mas aquela desclassificação após um conserto feito às pressas em uma parte que não exerce qualquer efeito na performance, então considero a punição um erro", disse.

"Neste caso, houve um pequeno erro da equipe. Ainda assim, venci com 6s de vantagem, então essa diferença de peso não fez tanta diferença. Mas aceito a punição, precisamos seguir as regras", completou.

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