Roborace não significa o fim do automobilismo, diz Agag

Chefe da Fórmula E defende categoria que provocou polêmica por proposta ousada

O chefe da Fórmula E, Alejandro Agag, acredita que o campeonato com carros sem condutores, lançado nesta sexta-feira, e o avanço desta tecnologia não provocará o fim do automobilismo. As provas da Roborace terão uma hora de duração e serão realizadas na temporada 2016/2017 da F-E, sempre duas horas antes da principal.

Agag acredita a condução sem piloto é o futuro da indústria automotiva, mas que o automobilismo não será perturbado pelos avanços.

"Isso é totalmente diferente, radicalmente diferente", disse sobre o projeto Roborace ao Motorsport.com. "Este não é um desafio para o esporte motorizado. Não sabemos se isso é automobilismo ou não”, argumentou.

"Eu acho que as pessoas sempre vão querer ver pessoas competindo entre si com carros. Mas este é um tipo diferente de desafio. Este é um convite para as empresas aumentarem o desafio e colocarem a sua tecnologia em uma plataforma que irá mostrar que a tecnologia ‘sem piloto’ pode competir em condições extremas”, completou.

Alejandro Agag disse que já esperava uma forte resistência de alguns setores do automobilismo com a proposta da Roborace e que não vai voltar atrás na ideia.

"Nós esperávamos uma reação. Nós gostamos de criar polêmica e nós gostamos de pensar em coisas revolucionárias. "E isto é claramente revolucionário. Algumas pessoas não gostam de revoluções, mas eles costumam ficar para trás”, completou.

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula E
Tipo de artigo Últimas notícias