Indy é categoria com mais mortes nos últimos 20 anos

Com óbito de Justin Wilson são oito os pilotos que perderam suas vidas desde 1995; Fórmula 1 tem apenas um caso

Ao longo dos anos o automobilismo mundial testemunhou inúmeros casos de pilotos que morreram desafiando os limites na pista. Para cada vida perdida, um avanço na segurança de carros, circuitos e categorias.

Porém, com a morte de Justin Wilson, anunciada na noite desta segunda-feira, a Fórmula Indy se consolida como a competição que mais preocupa no quesito segurança.

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Considerando os últimos 20 anos, não há nenhuma categoria entre as mais importantes do mundo com mais óbitos registrados que a Indy. Ainda que haja um grande empenho em aumentar a segurança dos carros, a disputa em circuitos ovais a quase 400 km/h se mostra difícil de controlar.

Em um comparativo entre a Fórmula 1, Nascar, DTM, MotoGP e Indy, fica claro que a categoria norte-americana de monopostos ainda tem muito a evoluir na segurança.

Fórmula 1: uma fatalidade

O francês Jules Bianchi teve morte confirmada no dia 17 de julho, após nove meses internado depois do grave acidente que sofreu em Suzuka, no Japão. Foi a primeira perda na F-1 desde Roland Ratzenberger e Ayrton Senna no GP de San Marino, em 1994.

NASCAR: cinco mortes

Embora não tenha cockpit aberto, a categoria mais popular dos Estados Unidos viu cinco pilotos perderem a vida. Foram John Nemechek (1997), Adam Petty (2000), Kenny Irwin Jr. (2000), Tony Roper (2000) e Dale Earnhardt (2001).

Curiosamente, após a morte de Earnhardt, uma espécie de Senna da categoria, a Nascar investiu muito em segurança e já são 14 anos sem óbitos.

É importante registrar que a Nascar conta com três séries que juntas equivalem a quase três temporadas de Fórmula 1 por ano.

DTM: nenhuma

A categoria do turismo alemão é a única entre as principais do mundo que não teve mortes, considerando a fase moderna a partir do ano 2000.

MotoGP: três mortes

Apesar de constantemente lesionar suas estrelas com quedas bastante perigosas, três pilotos morreram nas últimas décadas: os japoneses Daijiro Kato, Shoya Tomizawa e Marco Simoncelli.

INDY: oito casualidades

A lista de mortes da Fórmula Indy é mais extensa, infelizmente. Jeff Krosnoff e Scott Brayton (1996), Gonzalo Rodríguez e Greg Moore (1999), Tony Renna (2003), Paul Dana (2006), Dan Wheldon (2011) e Justin Wilson (2015) foram nomes que acabaram perdendo a vida em provas ou treinos. Vale recordar que a Indy sofreu com a cisão entre Champ Car (CART) e IRL (Indy Racing League) entre 1996 e 2007. Neste período, foram três óbitos para cada série. 

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