Giaffone dispara contra agressor: “não é a primeira vez”

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Giaffone dispara contra agressor: “não é a primeira vez”
17 de dez de 2017 15:46

Organizador das 500 Milhas de Kart enaltece sorte de Tuka Rocha: “se um kart escapa na pista, não ia ter como o capacete segurar”

*Entrevista por Daniel Betting

A 20ª edição das 500 Milhas de Kart teve um desfecho triste para o automobilismo brasileiro. Nos últimos minutos da prova, um toque entre Rodrigo Dantas e Tuka Rocha levou ambos a se agredirem na pista enquanto a corrida ainda acontecia.

O fato que levou ao ocorrido foi um suposto jogo de equipe da Sambaíba Centerbus Racing para prejudicar o ex-Fórmula 1 Felipe Massa, do time de Dantas, que liderava a prova. Após tudo, os dois times foram excluídos da prova.

Organizador e competidor da corrida, Felipe Giaffone disse que irá apurar o ocorrido e será duro com a atitude de Dantas.

“Confusão em corrida a gente sempre ouve falar”, falou ao Motorsport.com.

“Às vezes um fica chateado com o outro e aí acaba batendo na pista. Mas desta forma, tão deliberada, e ainda com a infelicidade do Dantas de tentar socar o Tuka no chão, com a cabeça na pista...”

“No meu ponto de vista, eles tiveram muita sorte, porque se um kart escapa na pista não ia ter capacete que ia segurar. Além da briga e além de tudo, ele foi mais imprudente ainda de ficar naquela posição. É um cara que conheço há muito tempo, e não é a primeira vez que se envolve nisso. Vou ter que pegar muito duro em cima disso aí.”

“Foi uma corrida muito legal e disputada – uma das mais disputadas que tivemos. E até por conta disso, um piloto que ‘não tinha muito a ver com o peixe’, que acabou se envolvendo. A prova foi feita pela Liga (Paulista de Automobilismo), junto a CBA também obviamente, e isso vai para o tribunal da Liga e vamos encaminhar também para o tribunal da CBA. Com certeza os envolvidos ali precisam ser punidos de alguma forma.”

Sobre medidas futuras para que se evite situações como esta, Giaffone promete analisar a situação com cuidado.

“Isso está recente”, afirmou.

“Sempre houve jogo de equipe e sempre foi liberado. Mas para uma equipe se ajudar, e não atrapalhar outro time. Até hoje, em 99% das vezes foi isso o que ocorreu. Nesta noite, eu não dormi muito, não. Estava justamente pensando nisso.”

“Pensar em uma forma que talvez na última hora e meia de prova ninguém possa chegar próximo de quem está liderando a corrida. Nem para ajudar e nem para atrapalhar. Vamos ter que formular algo para que isso não ocorra de novo.”

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