Bautista: “Pneu mais macio fez falta em Misano”

Piloto espanhol disse que sua Ducati parecia rodar sobre o gelo no GP de San Marino

Dani Pedrosa explicou detalhadamente no domingo passado, depois de terminar a corrida de Misano em 14º, 1m38s857 atrás do vencedor, que seu pouco peso combinado com a dureza dos pneus levados pela Michelin GP, tornou impossível o que poderia fazer com que os pneus atingissem a temperatura ideal, o que o levou a perder quinze posições nas primeiras cinco voltas, chegando a correr em penúltimo dos 23 pilotos na pista.

Michelin levou para Misano um composto duro e dois médios (diferentes) traseiros, que não convenceram a totalidade do grid.

Álvaro Bautista passou por algo semelhante ao enfrentado por Pedrosa, décimo no grid e em quatro voltas estava rolando em 22º. Apenas na volta cinco, o piloto de Talavera passou Dani (21º e 22º) e depois de algumas voltas na parte de trás da corrida, começou a escalar alguns postos, aproveitando principalmente as quedas de outros pilotos, a pista que começava a secar e os pneus que passavam a ganhar temperatura.

No final, Bautista conseguiu melhorar seu desempenho e terminar em 12º a 1m17s356 do vencedor, que, dada a corrida, foi uma boa maneira de salvar os móveis.

"A verdade é que eu não poderia fazer outra coisa. Já na manhã, durante o warm up, eu tive muitos problemas com o contato dos pneus com o asfalto. Para a corrida, tentamos algumas soluções para ver se melhorarmos, mas tudo continuou igual", disse o piloto do time Pull & Bear Aspar.

"Na corrida eu larguei e a roda traseira parecia estar rodando sobre gelo, não tinha contato nem agarrava nada. Tanto entrando como saindo estavam sofrendo muito em cada curva, não sabia se iria entrar e sair porque não sentia os pneus", argumentou ele.

"Eu não poderia fazer mais nada, acabei a corrida da melhor maneira possível e é o que fizemos. Mas as sensações foram ruins, muito ruins".

Bautista pilota uma Ducati 2016 da equipe Aspar, que no início da temporada pareceu dar um plus na Desmosedici 2017, algo que mudou agora, quando vemos Lorenzo liderar as primeiras voltas e Petrucci e Dovizioso no pódio, os três com a moto italiana este ano.

"Não tem nada a fazer, é mais devido a outros fatores, ao meu jeito de pilotar, sou menos pesado que eles, são outros motivos", disse.

"Possivelmente estou mais leve conduzindo e desgasto menos pneus. Meu sentimento era que eu precisava de um pneu traseiro mais suave, acho que não tem nada a ver com a moto, porque [Loris] Baz leva 2015 e estava rápido, [Scott] Redding está indo com uma 2016 e ele terminou muito à nossa frente, então não é um problema GP17 ou GP16", disse o campeão mundial de 125cc de 2006.

Alvaro Bautista, Aspar Racing Team

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Alvaro Bautista, Aspar Racing Team, Hector Barbera, Avintia Racing

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Photo by: Toni Börner

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