Diretor da Ducati diz que não foi difícil convencer Lorenzo

Paolo Ciabatti, diretor esportivo da equipe de Borgo Panigale, diz que não precisou se esforçar tanto para convencer Jorge Lorenzo a vestir as cores da Ducati a partir da próxima temporada

A principal notícia desta segunda-feira (18) foi a confirmação de que Jorge Lorenzo será piloto da Ducati nas próximas duas temporadas da MotoGP. Com isso, chega ao fim no encerramento deste campeonato a parceria de oito anos entre o espanhol e a fabricante japonesa - que rendeu os títulos de 2010, 2012 e 2015 para Lorenzo.

Convencer o espanhol a fazer tal mudança, no entanto, não foi tão difícil. Paolo Ciabatti, diretor esportivo da Ducati, revelou em entrevista à rede de TV italiana Sky Italia que o acordo foi concluído rapidamente e não houve dificuldade para tirar o tricampeão da MotoGP da Yamaha.

"Eu diria que não foi difícil. Os contratos de todos os pilotos expiram no final deste ano e já havíamos tentado nos aproximar de Lorenzo há algum tempo. Como em todos os casos, foi uma negociação complexa, mas lidamos com os detalhes e chegamos a um acordo rapidamente", disse.

"Acredito que o potencial de nossa moto, que neste ano tem se mostrado bastante competitiva, pavimentou o caminho para a concretização da chegada de Lorenzo", afirmou.

Ciabatti acrescentou que a Ducati espera que Lorenzo tenha o primeiro contato com a moto italiana em novembro, no tradicional teste de pós-temporada em Valência.

"É comum para todas as fabricantes cujos pilotos estão de saída para outra equipe na temporada seguinte permitir a eles testar as novas motos já em Valência. Ainda não conversamos com a Yamaha, mas esperamos que Lorenzo possa estar conosco no teste de pós-temporada."

Companheiro de Lorenzo ainda não está definido

Lorenzo já é nome certo na Ducati para 2017, mas a outra moto do time ainda não tem dono. Espera-se que a Ducati escolha entre um dos pilotos atuais da equipe, Andrea Dovizioso ou Andrea Iannone.

Ciabatti ressaltou que esta decisão ainda não foi tomada, mas já adiantou que será uma situação difícil para o time. "Não decidimos nada ainda, nossa prioridade vinha sendo concluir o acordo com Lorenzo. Agora, vai levar um tempo para decidirmos qual dos dois permanecerá na equipe. É uma decisão desagradável, pois os dois são pessoas excepcionais", disse.

Por fim, o dirigente revelou que consultou Lorenzo sobre o tema, mas o espanhol não faz questão de interferir. "Conversamos com Jorge, que nos disse que é indiferente para ele quem será o companheiro de equipe. Ele respeita tanto Dovizioso quanto Iannone e não nos indicou nenhuma preferência", completou.

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