Dovi: Lorenzo me custou a chance de vencer em Jerez

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Dovi: Lorenzo me custou a chance de vencer em Jerez
David Gruz
Por: David Gruz
9 de mai de 2018 10:53

Piloto italiano critica condução do parceiro de Ducati; Lorenzo crê em grande trabalho feito na Espanha

Jorge Lorenzo, Ducati Team
Andrea Dovizioso, Ducati Team
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Andrea Dovizioso, Ducati Team
Marc Marquez, Repsol Honda Team
Marc Marquez, Repsol Honda Team
Jorge Lorenzo, Ducati Team
Jorge Lorenzo, Ducati Team

Andrea Dovizioso acredita que seu companheiro de equipe, Jorge Lorenzo, tentou segurá-lo a qualquer custo durante o GP da Espanha do último domingo, o que acabou por custar ao italiano a oportunidade de lutar pela vitória com Marc Márquez.

A oito voltas do fim, os dois e Dani Pedrosa acabaram se chocando no duelo e abandonaram a corrida.

Dovi disse que Lorenzo não queria deixa-lo passar e desacelerava para fecha-lo nas curvas.

Quando perguntado se ele achava que poderia pegar Márquez no final da corrida, ele disse: "Não, não, não. Ali já era tarde demais. Eu perdi muito atrás de Jorge”.

"Ele era rápido, mas ele estava muito lento no meio das curvas, ele estava com dificuldades demais com a frente. Eu acho que ele também não queria me deixar passar, e ele parava muito no meio das curvas."

"É por isso que perdemos tempo com Marc, porque ele (Lorenzo) estava com dificuldades e diminuiu a velocidade para fechar a porta. E é por isso que dei 10 voltas, ou não sei quantas voltas, para tentar ultrapassá-lo. Porque não queria cometer erros.”

"Se eu estivesse atrás de Marc quando ele começou a andar mais forte, talvez eu tivesse a chance de segui-lo. Talvez".

Lorenzo "muito satisfeito" com o desempenho

Lorenzo, o único piloto a correr com o pneu dianteiro macio, disse que estava no limite quando Márquez começou a abrir.

O piloto da Ducati, que assumiu a liderança e foi até a volta oito na frente, estava "muito satisfeito" de correr tão bem apesar de não ter ritmo.

"Fiquei muito feliz, porque estava realmente convencido, realmente determinado desde o início, ultrapassando três pilotos no primeiro ponto de frenagem", disse ele.

"Eu estava freando muito, talvez como nunca nesta moto, talvez até mais do que com a Yamaha. Nesse aspecto eu estava muito satisfeito com a minha corrida, muito feliz, porque eu não tinha o ritmo. Mas, mesmo assim, eu estava liderando a corrida por oito voltas e indo muito rápido.”

"Durante todo o fim de semana eu não tive o ritmo. O que acontece é que eu faço coisas que outros pilotos com o meu ritmo não podem fazer nas primeiras voltas. Esse é o meu mérito, porque sem ritmo eu pude liderar a corrida e outro piloto não poderia fazer isso, é a minha sorte, meu talento, digamos, nos últimos anos.”

"Mas eu preciso de mais ritmo, eu preciso ser mais rápido. Se em vez de 39s2-39s3 eu estivesse em 38s9-38s8, eles não poderiam me pegar."

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