Dupla de irmãos da MotoGP, Pol e Aleix Espargaró comentam rivalidade

Com exclusividade, espanhóis destacam que existe limite em amizade fora das pistas mas que há cuidado em disputas

Eles já dividiram as pistas em 2011 na Moto2, mas neste ano é mais sério. Aleix e Pol Espargaró voltaram a competir juntos nesta temporada da MotoGP, categoria principal do mundial de motovelocidade. Até o ano passado ambos eram vistos um no box do outro quando não estavam treinando em suas respectivas equipes e categorias, justamente para apoiar e aconselhar o outro irmão.

Neste ano, com a subida de Pol (que é o atual campeão da Moto2) para a MotoGP na equipe Tech 3, e com Aleix - que foi campeão entre as motos CRTs nas duas últimas temporadas - continuando na MotoGP pela equipe Forward para sua quarta temporada completa, os irmãos já se encontram nas pistas novamente. Para se ter uma ideia, desde 2010 a MotoGP não tinha dois irmãos competindo juntos. A última vez foi com os norte-americanos Roger Lee e Nicky Hayden, quando o primeiro substituiu o francês Randy de Puniet no GP dos EUA em Laguna Seca

Para Aleix de 25 anos, andar com o irmão Pol, que completa 23 em 2014, é divertido. “É muito legal. O último ano foi muito estressante porque ia ajudá-lo durante os treinos da Moto2. Ficava meio nervoso. Eu não relaxa antes das minhas sessões de treinos. Neste ano estou mais relaxado, posso lutar com ele na pista e isso é muito legal para nós”, destacou com exclusividade ao TotalRace.

Já Pol não vê a mesma diversão. “Meu irmão gosta de correr comigo, mas não gosto muito disso", reconheceu. "É um piloto que você tem que bater, mas é o seu irmão. Você tem muito respeito. Já é difícil tentar ultrapassar um outro piloto naturalmente, passar o seu irmão é mais ainda. Você tem um certo cuidado para passar, você não quer atrapalhá-lo.”

Aleix confirma, quando encontrar o irmão na pista neste ano vai ter o dobro de cuidado para não causar um acidente ou ser duro demais. “Ele é meu irmão mais novo, não posso ser agressivo como se fosse um outro piloto qualquer", explicou. "Mas preciso ser profissional e tenho o dever de batê-lo assim como os outros pilotos. Sou mais cuidadoso, mas com certeza quero ser melhor.”

O mais novo tem o mesmo respeito dentro das pistas, e afirma que só é piloto graças a Aleix que corre. “Ele amava motos desde cedo. Eu comecei jogando futebol, era goleiro no meu time. Mas sabe, domingo é o dia das corridas e dos jogos. Tive que escolher um, e no fim foram as motos. Pensei: 'meu irmão mais velho já corre e é bom, vou tentar'. Na verdade, tenho que agradecer meu irmão, porque é graças a ele que eu corro”, lembrou com um sorriso ao TotalRace.

Confira as entrevistas com Aleix e Pol na íntegra no blog de Gabriel Lima
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