Lorenzo cita “amor próprio” para não seguir na Ducati

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Lorenzo cita “amor próprio” para não seguir na Ducati
Oriol Puigdemont
Por: Oriol Puigdemont , MotoGP Editor
4 de jun de 2018 15:43

Após vencer, espanhol volta a dizer que sua saída da Ducati é questão de tempo e que mais nada pode ser feito

Race winner Jorge Lorenzo, Ducati Team
Jorge Lorenzo, Ducati Team
Podium: race winner Jorge Lorenzo, Ducati Team, second place Andrea Dovizioso, Ducati Team, third place Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Race winner Jorge Lorenzo, Ducati Team
Jorge Lorenzo, Ducati Team
Jorge Lorenzo, Ducati Team
Podium: race winner Jorge Lorenzo, Ducati Team, second place Andrea Dovizioso, Ducati Team, third place Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Podium: race winner Jorge Lorenzo, Ducati Team

A vitória de Jorge Lorenzo no GP da Itália do último domingo fez o espanhol desabafar. Depois de momentos difíceis dentro da Ducati no último ano e meio, ele conquistou seu primeiro sucesso com o time de Borgo Panigale em um momento que já não tem mais clima para permanecer no time.

Lorenzo disse que não pensa mais em ficar na equipe italiana.

"A minha história com a Ducati acabou, é uma questão de amor próprio", falou Lorenzo.

"Meu futuro já está decidido e esse resultado não vai mudar isso. Uma parte de mim está triste porque sei que com esta moto eu poderia ter lutado para ser campeão do mundo, e é por isso que vim para cá.”

“Se investiu muito em mim e se mudou a moto, mas em algumas coisas eles não acreditavam. Agora é tarde demais. Não há nada para fazer.”

"É claro que em algum momento eu tive dúvidas, porque somos humanos, não robôs. Mas eu não me deixei levar pelo que os outros diziam. Eu ficava dizendo às pessoas da equipe, Gigi (Dall'Igna, o diretor técnico), para acreditar em mim. Eles trouxeram o que eu pedi. Eles fizeram isso, mas era tarde demais. Se eles tivessem feito isso alguns meses antes, poderia ter sido diferente.”

"Tenho a impressão de que Gigi, Paolo (Ciabatti, diretor esportivo) e Davide (Tardozzi, gerente) queriam que eu ficasse.”

“Mas eu não guardo rancor. Estar nove anos entre os primeiros no mundial não é coincidência. Eu fiz isso porque eu era um campeão. Aqui eu só precisava das peças para andar mais no meu estilo. Quando eles trouxeram, eu mostrei que podia", disse Lorenzo.

O espanhol deverá andar em um time satélite da Yamaha no ano que vem, provavelmente com o ítalo-brasileiro Franco Morbidelli como seu parceiro.

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Categoria MotoGP
Pilotos Jorge Lorenzo
Autor Oriol Puigdemont
Tipo de matéria Últimas notícias