Márquez: Se ganha ou perde o Mundial com a mesma facilidade

Piloto da Honda se sente privilegiado em liderar um campeonato muito instável e afirma sentir menos pressão do que outros, que precisam recuperar pontos e não falhar

Motegi - O atual campeão chega neste fim de semana a Motegi, onde no ano passado celebrou contra todas as previsões seu terceiro título da MotoGP, com 16 pontos de vantagem sobre Andrea Dovizioso e 28 sobre Maverick Viñales.

Desta vez, é impossível ser coroado no Japão, embora dependa de seus resultados e do que seus rivais possam fazer na próxima semana na Austrália.

Isso com certeza faz com que o espanhol sinta menos pressão do que seus adversários, que não podem se dar ao luxo de cometer um erro se quiserem continuar disputando o título.

Faltando quatro GPs para que o campeonato se encerre em Valência, o piloto da Honda conta com a estatística ao seu lado, mas também há elementos que o fazem desconfiar.

"São 16 pontos, o que praticamente não é nada. O que me dá uma pequena tranquilidade e que até agora, em todas as condições, consegui me defender. E o bom é que em caso de erro [no Japão], continuarei na luta. Enquanto os outros ficariam mais perto", concordou Márquez nesta quinta-feira, em Motegi.

"Ser favorito não é uma pressão. A pressão já ocorreu ao disputar o título. Eu teria mais se eu fosse o perseguidor em vez do perseguido, porque nessas circunstâncias você sabe que não pode falhar, mas que deve atacar. Digamos que isso me deixa tranquilo, mas não me faz perder a intensidade, e é o que importa", acrescentou o catalão consciente do que está em jogo.

"Chegamos aqui como sempre. Existe a tensão saudável e necessária de brigar pelo título, mas sabemos que o campeonato pode ser conquistado e perdido com a mesma facilidade", concluiu Márquez.

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