Mir: A Suzuki me quis mais do que a Honda

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Mir: A Suzuki me quis mais do que a Honda
Valentin Khorounzhiy
Por: Valentin Khorounzhiy
27 de jun de 2018 12:37

Atual campeão da Moto3 e correndo na Moto2 no momento, piloto espanhol fechou acordo para MotoGP em 2019 apenas após 6 GPs

Joan Mir
Joan Mir, Marc VDS
Joan Mir, Marc VDS Moto2
Joan Mir, Marc VDS
Joan Mir, Marc VDS
Maverick Viñales
Joan Mir, Marc VDS
Joan Mir, Marc VDS
Joan Mir
Marc Marquez, Team CatalunyaCaixa Repsol Suter
Winner Marc Marquez, Team CatalunyaCaixa Repsol Suter

Depois de um ano dominante para o título da Moto3 em 2017, Joan Mir foi um dos pilotos que fez o mercado de pilotos da MotoGP para 2019 aquecer. Sua boa performance levou a Honda a fazer um pré-contrato com ele.

Mas a opção foi autorizada a ser encerrada, pois entende-se que para ativá-la a Honda deveria corresponder a qualquer oferta de equipes de fábrica por Mir - algo que, segundo relatos, não estava disposta a fazer.

Perguntado por que escolheu a Suzuki em vez da Honda, Mir confirmou que a marca de Hamamatsu fez uma oferta mais substancial.

"A Suzuki me apresentou um projeto realmente bom, e foi quem ofereceu mais", disse ele. "E essa também foi a razão pela qual eu realmente quis ir para lá. Senti que a aposta da Suzuki era mais forte".

O anúncio do contrato de Mir na Suzuki veio apenas seis corridas depois de sua estreia na Moto2.

Ele acrescentou: “se me dissessem há três anos que correria na MotoGP, diria que a pessoa é louca, não?”

“Realmente estamos felizes com a progressão que estamos tendo até agora. Estamos crescendo muito depressa. Estamos nos adaptando muito rapidamente a diferentes motos na Moto3 e na Moto2.”

"Só espero continuar nesta linha e melhorar um pouco mais aqui na Moto2 agora, essa é a minha prioridade."

Mir disse que a progressão na carreira de Maverick Viñales foi um “modelo” para ele, tendo o piloto da Yamaha passado um único ano na Moto2 antes de entrar no grid da MotoGP com a Suzuki em 2015.

Ele acrescentou que os ciclos de dois anos dos contratos dos pilotos de fábrica da MotoGP desempenharam um papel importante na sua decisão de limitar seu tempo na classe intermédia.

"Penso que a Moto2 é, naturalmente, uma categoria com um bom nível e, claro, onde você pode aprender muito", disse ele. "Mas há muitas coisas nisso: os contratos do MotoGP são de dois anos, você tem que se adaptar um pouco a isso”.

“Também disse que no início do ano, se me sentisse forte na Moto2 nas primeiras corridas, iria querer ir para a MotoGP o mais depressa possível. E esta é a minha opinião. Acho que esta é a maneira correta.”

O atual campeão, Marc Márquez, que, como Mir, dominou a categoria menor no início de sua carreira, mas ficou na Moto2 por duas temporadas, disse que o título é a prova definitiva de que o piloto está pronto para subir.

“Parece que agora é cada vez mais frequente que os pilotos estejam apenas um ano na Moto2 e depois venham para a MotoGP”, disse ele.

“Quando eu estava lá, eu tinha outra mentalidade. Quando estava na 125cc, se não conseguisse o campeonato, não iria querer mudar para a Moto2. E quando estava na Moto2, se não ganhasse o campeonato, não iria querer mudar a MotoGP.”

“Este foi o meu caminho, porque sinto que você está pronto quando é campeão e é a melhor maneira de chegar na próxima categoria.”

“Mas isso não significa que você chegue mais preparado ou menos. Joan, por exemplo, é claro que ele precisará de tempo, mas se você tiver talento, mais cedo ou mais tarde você chegará”.

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Sobre esta matéria

Categoria MotoGP
Pilotos Joan Mir
Equipes Team Suzuki Ecstar MotoGP , Repsol Honda Team
Autor Valentin Khorounzhiy
Tipo de matéria Últimas notícias