Rossi: Vamos sofrer menos com a Yamaha neste ano

Piloto italiano acredita que pode brigar pelo título, já que a M1 recuperou parte dos pontos fortes que havia perdido no ano passado

Valentino Rossi renovou recentemente seu acordo com a Yamaha por mais duas temporadas. Na estreia do campeonato de 2018, o italiano brigou diretamente com Andrea Dovizioso e Marc Márquez, algo pouco esperado, dada as dificuldades que teve nos testes de inverno.

Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, o multicampeão da MotoGP explicou que é por causa de seu espírito que decidiu continuar na categoria por mais tempo, com o objetivo de permanecer nesse nível até o final e mostrar que a maior motivação é continuar nas primeiras posições.

“Isso me dá muita motivação. Gostaria de terminar minha carreira ganhando e lutando pelo pódio. Nos últimos anos foi assim, exceto o último que tivemos problemas. Fui vice-campeão por três vezes, portanto, a primeira coisa é tratar de ser competitivo”, disse Rossi.

Nos últimos dias, o próprio Lewis Hamilton disse que a motivação é tudo para se manter no topo. Um pensamento que também faz parte de Rossi, admitindo que com o passar dos anos, é necessário treinar mais para manter a forma física.

“Nosso esporte não é o atletismo, ciclismo ou futebol. Fisicamente você também perde um pouco de rendimento e você precisa treinar mais. Hamilton na Fórmula 1 e nós nas motos, neste ponto de vista, temos sorte, porque podemos estar aí até os 40 anos.”

Muitos fãs festejaram a decisão de Rossi de continuar competindo, mas alguns também o criticaram pela incapacidade de dizer adeus. O mesmo está acontecendo com Gianluigi Buffon, goleiro da Juventus, que nos últimos dias voltou a vestir a camisa da seleção italiana, depois de dar adeus a ela quando a equipe não se classificou para a Copa do Mundo.

“Na minha opinião, é mais fácil dizer que você está acabado ao invés de reconhecer que pode continuar. Há dois tipos de pessoas: as que apreciam se alguém é grande e desfrutam disso, e os invejosos, que colocam sua própria inferioridade nos outros. Na Itália, isso está na moda”, disse Rossi.

O pódio no Catar mascarou em parte as dificuldades da sua Yamaha, e Rossi sabe que ainda tem muito trabalho por fazer na M1, porque sabe que terá circuitos que tende a sofrer, mas menos do que em 2017.

“Em 2017 perdemos tempo porque era uma moto errada. A Ducati e a Honda trabalharam melhor, na minha opinião, com mais tempo, mais gente e mais dinheiro na parte eletrônica. Foi aí que tivemos dificuldades. É necessário que a Yamaha compreenda e conserte logo. Creio que entenderam, mas chegamos tarde. Necessitamos de pessoas para tratar de tirar o máximo proveito nestas áreas que é onde a Yamaha pode estar equivocada. Vamos às pistas onde seremos inferiores e teremos que trabalhar duro, mas espero e acredito que com a moto de 2018 sofreremos menos.”

Apesar dessas dificuldades, o sonho ainda é poder lutar pelo título e finalmente conquistar o décimo campeonato. Segundo Valentino, se os problemas mencionados forem resolvidos, as possibilidades de pelo menos tentar aumentam.

"Seria positivo, eu gostaria e não nos falta nada, no ano passado perdemos o melhor da nossa moto, agora ainda temos defeitos, mas recuperamos as coisas positivas. Em 2017 Maverick Viñales e eu terminei em terceiro e quinto, lutando até o meio da temporada, podemos fazer mais, somos mais fortes e pelo menos podemos disputar”, concluiu.

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias MotoGP
Pilotos Valentino Rossi
Tipo de artigo Últimas notícias