Tutor de jovens, Barros espera ter piloto na Moto3 em quatro anos

Dono de sete vitórias na MotoGP, Alexandre busca “piloto completo” para lutar por títulos mundiais

Desde que Eric Granado não teve seu contrato renovado na Moto3 ao fim do ano passado pela equipe Laglisse, o Brasil voltou a não ter mais representantes no mundial de motovelocidade. O piloto paulista recuou para o campeonato europeu de Moto2, e luta para voltar nos próximos anos à MotoGP.

Paralelamente, para levar mais pilotos ao mundial, Alexandre Barros se juntou à Estrella Galícia e à Honda no ano passado em um programa para dar uma melhor assistência aos jovens pilotos do Brasil. As marcas junto à equipe Monlau, do ex-campeão mundial de 125cc Emílio Alzamora, foram as responsáveis por revelar grandes nomes da MotoGP nos últimos anos, como Marc Maquez, Alex Marquez, Alex Rins, Miguel Oliveira, Fabio Quartararo, entre outros.

Com esta base e o possível caminho a ser trilhado, Alexandre crê que um brasileiro possa chegar ao mundial pelo programa em no máximo quatro anos.

“Meu desejo é formar um piloto completo”, iniciou Barros ao Motorsport.com.

“Temos um projeto em que estamos trabalhando os brasileiros, vários garotos. Começamos isso no ano passado, está engatinhando ainda. Estamos fazendo isso junto com a Estrella Galícia e a Honda. Isso depende de uma série de coisas, mas eu espero que a gente possa ter em quatro anos um piloto chegando na Moto3. Em quatro ou cinco anos no mundial, se Deus quiser.”

Mas estar no mundial por estar não é a intenção de Barros. “O que eu quero é colocar um piloto competitivo na categoria, essa é minha intenção”, ressalta.

“Um piloto completo. Tem muitas coisas que envolvem um piloto, tem muito por trás. Não é só saber andar de moto. Temos outros requisitos também importantes.”

“Estou falando do extra pista. Comportamento, saber vencer as adversidades que acontecem, ter conhecimento técnico, saber se adaptar às circunstâncias das corridas, ser inteligente para saber arriscar nos momentos oportunos e não nos desnecessários. Claro, saber acertar a moto também é importante.”

“Mas ser bom não é só andar de moto”, finalizou.

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