Viñales: "Meu estilo e o de Márquez são diferentes"

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Oriol Puigdemont
Por: Oriol Puigdemont
Traduzido por: Daniel Betting
4 de jan de 2018 20:58

Apesar de não ter sido capaz de lutar pelo título até o final, Maverick Viñales defende sua estratégia quando comparada com a de Marc Márquez, o campeão de 2017

Maverick Viñales, Yamaha Factory Racing
Maverick Viñales, Yamaha Factory Racing
Maverick Viñales, Yamaha Factory Racing
Marc Marquez, Repsol Honda Team
Maverick Viñales, Yamaha Factory Racing, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Marc Marquez, Repsol Honda Team
Marc Marquez, Repsol Honda Team

Maverick Viñales tem demonstrado em muitas ocasiões a explosão que o caracteriza quando senta em uma moto. Fez isso na última pré-temporada e nas duas primeiras etapas do calendário, nas quais parecia que a nova aliança entre o espanhol e a Yamaha não teria adversário.

No entanto, o catalão não conseguiu manter essa consistência à medida que o campeonato avançava, a falta de tração da M1 em condições de pouca aderência tornou-se um problema para os técnicos e engenheiros da marca japonesa, que não conseguiram endireitar a situação apesar das diferentes mudanças de chassis e infinitas modificações aplicadas no protótipo.

Desde o momento em que Viñales subiu pela primeira vez na Yamaha, em novembro de 2016, a maioria dos fãs começou a fantasiar sobre os duelos que teoricamente teria o substituto de Jorge Lorenzo com Marc Márquez.

No entanto, essa batalha acirrada não aconteceu em nenhum momento no campeonato passado, e o motociclismo espera que a disputa aconteça em 2018.

Independentemente da rivalidade que ambos mantiveram desde quando começaram a competir, Márquez e Viñales representam dois perfis completamente diferentes.

O primeiro é puro talento, autoconfiança e coragem, tudo em grandes doses. O segundo é frieza, cálculo e controle. Certamente, a estatística que melhor reflete essas duas maneiras de entender as corridas é a quantidade de quedas, embora ao mesmo tempo seja surpreendente que Márquez, sendo, de longe, o que mais rolou no chão, foi também aquele que conquistou a coroa.

O piloto da Honda sofreu um total de 27 acidentes, o terceiro das três categorias nessa seção, apenas atrás de Sam Lowes (31) e Jorge Navarro (30). Viñales, por outro lado, só caiu sete vezes ao longo do ano.

Apesar dessa diferença, o impacto dessas quedas no gráfico de pontos foi o mesmo: tanto Márquez quanto Viñales caíram duas vezes em corridas.

"Meu estilo e o de Márquez são diferentes. Procuro encontrar o limite, mas não o ultrapasso. Então, tentamos melhorar a moto e quando isso acontece, eu a experimento", explica Viñales ao Motorsport.com.

"Marc sempre procura avançar um pouco mais em cada treino e é por isso que às vezes cai, embora na corrida o tenha feito duas vezes", acrescenta o piloto de Roses, que pessoalmente lamenta esses dois episódios (Austin e Assen), em que reconhece o excesso de gana o jogou uma mala pesada sobre ele.

"Se eu pudesse voltar, eu enfrentaria as corridas de Austin e Assen de forma diferente, onde cometi dois erros por querer ir além do limite", conclui Viñales.

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Categoria MotoGP
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Autor Oriol Puigdemont
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