Porsche GT3 Cup: desgaste de pneus preocupa no calor goiano

Previsão do tempo para fim de semana indica temperatura ambiente média de 32 graus

A sexta das nove etapas do calendário traz o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil de volta ao Autódromo Internacional de Goiânia. A programação de atividades em pista foi aberta nesta sexta-feira (18), com as primeiras sessões de treinos livres.

Cada categoria terá duas corridas. A Cup terá a primeira prova da etapa no sábado, a partir das 15h15, e a segunda no domingo, às 11h; na Challenge, a corrida de sábado vai começar às 16h15 e a de domingo, às 10h. A meteorologia indica que treinos e corridas vão transcorrer sob temperatura ambiente média de 32 graus, o que suscita preocupação com o desgaste de pneus.

“A etapa anterior também aconteceu aqui em Goiânia e com calor. Pelo que enfrentamos em agosto, tudo leva a crer que o cuidado com os pneus vai ser a chave do fim de semana”, pondera Ricardo Rosset, campeão da Cup em 2010 e 2013 e terceiro colocado na pontuação da atual temporada.

“Essa pista exige freadas fortes, existe uma tendência das rodas da frente bloquearem, isso castiga os pneus. Como não é obrigatório usarmos os mesmos pneus nas duas corridas, o trabalho é administrar cada jogo para uma corrida dentro da etapa. Mesmo assim, com esse calor e pelas características da pista, não vai ser um trabalho fácil”, afirma o piloto do carro número 1.

Os carros das duas categorias do Porsche GT3 Brasil têm medidas específicas para os pneus, todos com aro de 18 polegadas. O Porsche 911 GT3 Cup da geração 997, da categoria Cup, calça pneus 285/645 nas rodas dianteiras e 325/705 nas traseiras; o da geração 997 II, que compõe o grid da Challenge, usa os 265/645 nas dianteiras e os 315/680 nas traseiras.

Os pneus Pirelli do campeonato são fabricados na Turquia. O lote de aproximadamente 4.000 pneus slick de composto dry hard, o mais resistente para competição, foi enviado ao Brasil no início do ano para as nove etapas da temporada.

O controle de pressão é feito pelos técnicos da fábrica que acompanham cada etapa. “A pressão dos pneus varia de uma pista para a outra. A partir do momento em que definimos o patamar de pressão adequado para cada pista, aplicamos a mesma calibragem para todos os pilotos”, explica Daniel Dable, responsável pela área de competições da Pirelli na América Latina, citando o circuito de Cascavel, que recebeu em maio a terceira etapa, como o mais desafiador no que diz respeito ao desgaste de pneus.

“A dificuldade de Cascavel não está propriamente no desgaste, mas no esforço a que os pneus são submetidos por conta das curvas inclinadas e de alta velocidade”, completou.

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