Após avaliação, CBA explica retirada de chicane no Café

Diretor de provas da Stock Car diz que evolução na segurança da categoria proporciona novidade em Interlagos para Corrida de Duplas de 2018

Após os acidentes fatais de Rafael Sperafico na Stock Light em 2007 e de Guistavo Sondermann na Copa Montana em 2011, a Stock Car passou desde então a utilizar a chicane na Curva do Café em todas as suas corridas realizadas até este ano em Interlagos. Porém, para a Corrida de Duplas de 2018 a categoria retorna ao traçado com a curva em sua configuração convencional, sem a chicane.

A mudança foi defendida pelo diretor de provas da Stock Car, Mirnei Antônio Piroca, que explicou que uma extensa análise foi feita por comissões da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).

“Agora, depois de uma avaliação criteriosa da Comissão de Autódromos, entendendo a velocidade, a área de escape e a distância dos muros ali, decidimos pela volta do traçado original”, disse MIrnei ao Motorsport.com.

“Mas foi principalmente pela maior segurança dos carros da Stock Car que isso foi liberado. Utilizamos a chicane até o final do ano passado, todos lembram. E para este ano foi homologado este traçado.”

“A decisão foi tomada em conjunto com o engenheiro da pista, o Luis Ernesto Morales, e uma Comissão de Segurança formada por outras comissões da CBA.”

No entanto, a Stock Light (conhecida como Brasileiro de Turismo até o ano passado), categoria escola da Stock Car, continuará utilizando a chicane, reformada no ano passado.

“A categoria Stock Light usará a chicane por não ter um banco tão desenvolvido. A Comissão de Autódromos optou por seguir assim”, adicionou Mirnei.

“Na Stock Car temos bancos mais desenvolvidos, temos a fibra de carbono por exemplo. Então são diversas questões. Mas também por se tratar de pilotos menos experientes, é que decidimos colocar a chicane.”

Questionado sobre o motivo que levou o traçado da chicane a ser alterado no ano passado, Mirnei respondeu: “a chicane é uma alternativa. Então, para que ela fosse utilizada, a Comissão de Autódromos aproveitou que seriam feitas obras para a Fórmula 1 e mudou o traçado”.

“Ficou melhor, creio eu. A saída, que era dificultosa, foi facilitada e os pilotos também gostaram. Também não oferecia um desgaste tão grande de equipamento quanto o layout anterior. Mas o carro tem evoluções, e essas condições foram apresentadas. O carro foi avaliado e isso foi liberado.”

“Essas questões (de segurança) são avaliadas em termos de aproximação, velocidade, impacto, carga e suporte do chassi. É bastante complexo, tudo muito bem pensado. Baseamos a escolha em critérios usados desde a Fórmula 1.”

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