César Ramos recorda boa amizade com Daniel Ricciardo

Piloto da RZ na Stock Car torce para que amigo se torne campeão de F1 e elogia forma como australiano encara fama

Piloto da World Series e da Fórmula 3 italiana entre 2007 e 2012, César Ramos, atualmente na equipe RZ da Stock Car, desenvolveu um bom relacionamento com o australiano Daniel Ricciardo, que atua na F1 desde 2011.

Falando ao Motorsport.com, ele lembrou alguns momentos da amizade quando os dois chegaram à Europa para correr em uma das gerações mais fortes dos últimos tempos no automobilismo de base.

“Nós moramos junto na Europa, desde a Fórmula Renault em 2007. Ele chegou da Austrália e eu cheguei do Brasil”, contou o piloto de 26 anos, mesma idade de Ricciardo.

"A gente sempre se deu muito bem. Em 2008, treinávamos no mesmo local. Meu apartamento era do lado do dele. A gente sempre estava junto lá, e até hoje temos uma relação boa. Já fui a várias corridas como convidado dele. Aqui no Brasil, em todas. Admiro muito ele, porque além de meu amigo é hoje em dia uma grande estrela da Fórmula 1, e conheci ele de um jeito em 2007 e hoje em dia ele é exatamente a mesma pessoa".

“Sempre soube que ele chegaria lá, e acredito que ele possa ser campeão mundial.”

“Meus contemporâneos de categoria de base eram Ricciardo, Vergne, Bottas, Bianchi e o Merhi, que foi meu companheiro de equipe. Posso dizer que corri contra os melhores, porque cinco deles chegaram na Fórmula 1. Foi uma geração bem forte.”

Mas Ramos não vai além do pessoal no relacionamento com Ricciardo. Para cultivar a amizade, ele prefere não falar sobre assuntos da F1 quando encontra o australiano. “Jantamos no ano passado em Interlagos e nem tocamos no assunto corrida. Procuro não encher o saco dele sobre isso”, contou.

“Passamos muito tempo juntos. Inclusive quando ele já estava na F1 com a Hispania, ele corria comigo de World Series. Somos bem próximos. Falo com ele mais coisas do dia a dia. Ele é um cara engraçado, então falamos mais de palhaçada mesmo.”

Questionado se o bom relacionamento vinha de bagunças em festas, Ramos negou e disse que a amizade nasceu dentro da profissão com o treinamento. “Não, fazíamos isso muito pouco.”

“Lá na Itália, em Viareggio, tinha uma academia que chama Fórmula Medicine, que é focada no treinamento físico e mental de piloto. Era de manhã e de tarde. Só que a gente ainda era tão louco que fazia uns extras. Corria na rua de noite".

“Na parte do lazer, a gente também jogava muito videogame à noite. Tínhamos também uma parte de dieta bem intensa, então tinha o ‘dia do lixo’ porque ele era igual eu, adorava doce. Comprava chocolate, sorvete e se divertia.”

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