Comunicado da CBA rebate Cacá: “reparo não estava concluído”

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Comunicado da CBA rebate Cacá: “reparo não estava concluído”
24 de set de 2018 13:33

Confederação diz que luz de freio do piloto funcionou nos boxes devido a ligação direta, e que carro não deveria ter arrancado para a pista

Uma confusão entre Cacá Bueno e a CBA deu o tom das corridas da Stock Car do último domingo no Velo Città. O piloto estava sem a luz de freio de seu carro funcionando no final da corrida 1, na qual foi terceiro. A Cimed Racing tentava às pressas consertar o carro quando a corrida 2 começou, e Cacá, com a confirmação de que sua luz de freio funcionava, saiu dos pits.

No entanto, a CBA, por não realizar a verificação corretamente, apesar de ter um comissário atrás do carro no momento que Bueno saiu, chamou o carioca novamente aos boxes.

Cacá retornou e discutiu bastante com os fiscais da CBA, que lacraram seu carro para uma checagem pós-corrida. Nessa checagem, os comissários constataram, segundo diz comunicado da CBA, que a luz de freio não funcionava de maneira correta.

Confira na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

A Confederação Brasileira de Automobilismo vem a público ratificar que todos os procedimentos realizados na verificação do sistema de luz de freio do carro número 0 foram corretos. Ainda sobre o episódio ocorrido na tarde deste domingo, 23, no autódromo Velo Città, durante etapa da Stock Car, a entidade tem o seguinte a esclarecer:

1) Ao término da primeira corrida, os comissários técnicos verificaram o funcionamento das luzes de freio do carro do piloto Cacá Bueno. Foi constatado que havia problemas no dispositivo, que não estava funcionando, e solicitaram que o veículo fosse aos boxes para reparo.

2) Antes da checagem definitiva para liberação do retorno à corrida, Cacá Bueno saiu em direção à pista. Ou seja, SEM a autorização dos profissionais que acompanhavam a manutenção. O próprio fato de a capa de proteção da asa traseira nem ter sido retirada, demonstra que não houve o comando para a movimentação do carro.

3) O competidor foi novamente chamado para que se completasse o procedimento padrão após reparos de equipamentos de segurança. Assim que retornou aos boxes e o piloto abandonou a prova, o veículo foi lacrado para vistoria posterior à corrida.

4) Com relação a uma imagem mostrada pelo SporTV em que a luz acende com o carro nos pits, inclusive com a presença de um comissário nas proximidades, cabe esclarecer que isso não demonstra que o reparo estava concluído. Além de não ter sido realizado o procedimento padrão de checagem, naquele momento o aparelho funcionou por conta de uma ligação direta e não pelo acionamento do pedal do freio. As mesmas imagens mostram que a luz acende com a presença de um mecânico dentro do carro, ficando claro que o piloto estava fora.

5) Examinado pelos técnicos da CBA, com a presença de membros da equipe CRT, incluindo o chefe, Willian Lub, comprovou-se que, de fato, o dispositivo ainda não estava com funcionamento correto, o que ratifica que o piloto não deveria ter voltado para a pista. Além de não ter ocorrido a autorização necessária, o equipamento não fora consertado por completo. Essa vistoria foi gravado em vídeo e está à disposição de equipes e imprensa.

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