Di Grassi: Pretendo parar de pilotar antes dos 40

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Di Grassi: Pretendo parar de pilotar antes dos 40
Por: Gabriel Lima
24 de set de 2018 11:44

Piloto da Hero Motorsport comenta fase boa e surpreendente na Stock Car e diz que pretende focar em outros projetos profissionais a médio prazo

Campeão da Fórmula E na temporada 2016-2017, Lucas di Grassi surpreendeu chegando à Stock Car como piloto oficial neste ano. E, apesar de uma carreira extensa nos protótipos e carros de Fórmula, Di Grassi foi rápido a aprender os macetes dos carros de turismo e vem andando bem acima do que todos esperavam.

Até aqui, ele venceu três provas neste ano: a corrida 2 em Curitiba (sua terceira como piloto oficial), a corrida 2 de Londrina e a corrida 1 da última etapa, em Cascavel.

Piloto oficial da Audi paralelamente, Lucas também se diz confiante em seguir aprendendo.

“Agradeço a todos que me elogiam”, iniciou Di Grassi.

“É muita dedicação e muitos anos de trabalho. Eu não sou especialista em carro de turismo. Minha carreira inteira foi ou de protótipo ou de Fórmula. Então, achei que fosse estranhar bastante o carro da Stock Car, mas acabei entrando em uma equipe boa – no Meinha. É um time novo que construímos juntos.”

“Acho que entendi bem o carro, mas tem muita margem para melhorar. Acho que estamos bastante competitivos, e estas três vitórias mostram isso. Um amigo meu me disse que nenhum estreante da história da Stock Car venceu três provas no primeiro ano. Isso é bom, mas queremos mais.”

Di Grassi diz que também se assombrou com sua velocidade até aqui.

“Era um ano experimental, um ano de teste, um ano de aprendizado”, seguiu.

“Não achei que fosse ser tão competitivo, mas acho que o melhor quando você vai fazer alguma coisa diferente, é fazer bem feito. Tenho me dedicado e trabalhado bastante. A equipe está longe de ser ideal, temos que melhorar muito a parte técnica se quisermos disputar o campeonato.”

“Nós quebramos na Corrida do Milhão quando estávamos super bem, e na Corrida de Duplas tivemos o problema do para-brisa, que me fez não conseguir ver nada. Apesar disso, estamos no caminho certo.”

Mesmo passando por um bom momento na Stock, Di Grassi vê sua carreira de piloto durando no máximo mais seis anos. Aos 34, ele prometeu que irá parar totalmente de correr antes dos 40.

“É muito difícil falar se a Stock é um projeto com potencial de longo prazo para mim”, disse.

“Preciso ver primeiro o calendário do ano que vem, a partir daí vou decidir se faço o campeonato no ano que vem ou não. Quero ver se vamos ter muitos conflitos com a Fórmula E e como e onde serão as corridas.

“Mas eu pretendo me aposentar do automobilismo antes dos 40. Stock está inclusa aí.”

Envolvido na EDG Bike, que produz bicicletas elétricas, Di Grassi quer se focar em sua carreira de empresário a longo prazo.

“A ideia é essa, sim”, confirmou ele, dizendo que sua bicicleta, movida a bateria de lítio que tem carga para andar por até 100 km, foi desenvolvida pensando no uso urbano moderno, como diversas empresas têm feito ultimamente.

“Você vê a Yellow, que é uma bike chinesa. Ela não é feita no Brasil. A nossa é feita 100% no Brasil. Mas é difícil fazê-la aqui por conta de tributos. Então, o melhor é fazer essa bicicleta fora do Brasil, montar na Zona Franca de Manaus e não pagar tributo. Ou seja, com o panorama do Brasil eu não geraria empregos e não pagaria imposto. Isso é duplamente negativo para o país. Preciso fazer isso se não quiser vender só uma centena”, falou, apontando que a bicicleta tem o preço de 10 mil reais, com 6 mil apenas em impostos.

“O jeito é o governo incentivar a produção de tecnologia no Brasil, e não atrapalhar. Se a gente tivesse um estado eficiente e que não atrapalhasse, melhor. Mas como o Estado faz isso por conta de lobby. Era melhor deixar isso para as empresas privadas. Aí a gente toma conta.”

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Sobre esta matéria

Categoria Stock Car Brasil
Evento Velo Citta
Autor Gabriel Lima
Tipo de matéria Entrevista