Ex-membro de seletiva da McLaren, Guga Lima fala sobre início na Stock

Em ano de adaptação, caçula do grid se vê em boa posição na categoria: “para mim tem sido sensacional"

Com cada vez menos patrocinadores dispostos a investir nos jovens talentos que tentam chegar à F1 indo correr no exterior, o curitibano (apesar de radicado em Brasília) Gustavo Lima foi mais um que desistiu de fazer carreira nos Fórmula. Em 2015, o piloto voltou ao Brasil para atuar no Turismo.

O piloto fez a pré-temporada da Stock Car em Curitiba, mas só iniciou na categoria na quinta etapa deste ano, em Santa Cruz do Sul (RS), depois de atuar no Brasileiro de Turismo nas quatro primeiras provas. Quando a oportunidade surgiu, o piloto iniciou sua carreira na Stock Car.

Por isso, retornando ao Rio Grande do Sul para a 11ª corrida da temporada, em Tarumã, o MOTORSPORT.COM foi saber do jovem piloto como foram suas primeiras experiências na maior categoria do Brasil.

“É um novo mundo, porque até o ano passado eu corria de Fórmula”, falou.

“Sempre corri de Fórmula, mas minha adaptação no carro de Turismo foi rápida. A gente treinou bastante no começo do ano no Campeonato Brasileiro de Turismo. Fizemos quatro etapas e depois viemos para cá.”

“Só que a Stock Car é um novo mundo, é o topo do automobilismo brasileiro. Tem piloto aqui que já corria e eu nem era nascido.”

Gustavo (que é chamado de Guga para que não seja feita referência ao cantor) nasceu em 1996, ano em que, por exemplo, o atual campeão Rubens Barrichello não só já atuava na Fórmula 1 como já tinha dois pódios pela equipe Jordan.

E aí está o maior desafio para Lima: ser rápido instantaneamente como os pilotos mais experientes do grid.

“A coisa que está sendo mais difícil é alcançar o tempo deles”, conta. “Mas a adaptação tem sido rápida. Logo, logo espero estar lá com eles.”

Ex-membro da seletiva para entrar no McLaren Junior Team em 2014, Gustavo estava acostumado a fazer classificações mais compridas competindo de Fórmula 4 no exterior nas duas últimas temporadas.

“Nosso problema maior tem sido a tomada de tempo. São três voltas, você tem de chegar e virar. Eu sempre tive classificações de 20 ou 25 minutos. Os pilotos experientes aqui chegam e já viram.”

“Quero melhorar isso porque minha corrida é sempre boa. Eu sempre ganho muitas posições. Se eu conseguir melhorar isso, vai ser um grande avanço nos meus resultados.”

O piloto tem cinco pontos no campeonato deste ano, marcados nas rodadas de Curitiba e Cascavel. “Estamos há duas etapas sem conseguir pontos. Quero me recuperar, espero que o jogo vire. Tarumã é uma pista que eu não conheço, mas espero me adaptar rápido."

Na estrutura da equipe ProGP mas em união com outras duas equipes, ele conta com a ajuda dos dados de pilotos mais experientes nos carros de Turismo, como Sérgio Jimenez e Popó Bueno. “Não é uma desvantagem estar sozinho aqui”, falou.

“As equipes técnicas têm me ajudado. Para mim tem sido sensacional. Eu divido telemetria com os dois pilotos da Cavaleiro e da C2. Por isso, não acho que seja um empecilho.”

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