Khodair não garante jogo interno por título de Barrichello

Com patrocinadores conflitantes, piloto diz que fica em situação complicada para ajudar parceiro na Full Time apesar de torcida

Ponto a favor de Felipe Fraga dentro da Cimed Racing, o jogo de equipe na Full Time não é uma certeza para Rubens Barrichello. O piloto de 44 anos não deverá contar com a ajuda de seu companheiro de equipe, Allam Khodair.

Ao Motorsport.com, o "japonês voador" confirmou que pode não ajudar Barrichello no caso de seu companheiro precisar de seu auxílio neste domingo devido a um problema de patrocinadores. Alguns de seus anunciantes são concorrentes dos de Barrichello.

“Obviamente nós nos damos bem. Somos companheiros de equipe, e vemos o time pelo time – os dois carros pontuam”, disse.

Barrichello precisa vencer a prova e que Fraga não chegue entre os 12 primeiros.

“Preferimos que o Rubens seja o campeão. Mas nós estamos em uma situação um pouco diferente da que ocorre na Cimed. Na Cimed, você tem um time com um patrocínio único, então há um jogo de equipe mais aberto. No nosso caso, além de termos patrocinadores diferentes, existem patrocinadores rivais – mas não existe essa rivalidade interna entre nós.”

“Mas seria complicado eu facilitar muito para ele vencer uma corrida. Logicamente nossa torcida interna é para ele, mas até um certo ponto.”

“Não posso influenciar diretamente no título, até porque estou brigando para subir no campeonato. Dentro de um certo jogo de equipe, que não é tão aberto quanto na Cimed, vamos ajudar ele. Vai haver uma certa margem.”

Ano difícil

Apesar de ter tido boas performances em 2016, Allam Khodair não conseguiu nenhuma vitória até este momento. O “japonês voador” esteve bem perto em Tarumã, quando sofreu com um problema mecânico enquanto liderava, e em Cascavel, quando seu combustível acabou a 100 metros da bandeirada e ele perdeu a prova para seu companheiro Barrichello.

“Estivemos competitivos em algumas provas, quase vencemos duas, mas anos assim acontecem na vida dos pilotos”, falou ao Motorsport.com.

“Sabemos que o potencial está do nosso lado, é meu terceiro ano com a equipe. Estivemos competitivos em algumas provas, mas não foi um ano para estar disputando o campeonato.”

“Fui atingido em algumas corridas, ocorreram pequenas quebras e demoramos também para achar o melhor acerto para componentes do carro. Fora isso, não tivemos sorte. Tivemos pane seca a 100 metros da bandeirada em Cascavel. Mas temos essa última corrida para dar a volta por cima.”

Allam confia que possa ser mais competitivo em 2017, seu quarto ano pela Full Time. “Quem sabe, depois de tanto sofrimento chegue o nosso ano na próxima temporada. Com certeza o nosso título já esteve mais longe, quem sabe no ano que vem.”

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