Mesmo vice, Barrichello comemora: “foi como Hockenheim 2000”

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Mesmo vice, Barrichello comemora: “foi como Hockenheim 2000”
Gabriel Lima
Por: Gabriel Lima , Editor Stock Car Brasil
11 de dez de 2016 14:51

Segundo e vendo Fraga em décimo, campeão de 2014 se recupera de rodada e se diz feliz com ano: "nada a lamentar"

Painel Fraga x Barrichello
Rubens Barrichello
Rubens Barrichello
Rubens Barrichello

Rubens Barrichello tinha uma missão quase impossível em Interlagos neste domingo (11). O piloto da Full Time tinha que fazer de tudo para vencer a corrida final da Stock Car e torcer para que Felipe Fraga, líder do campeonato, não chegasse no top-12.

Com uma largada ruim e uma rodada após uma entrada do Safety Car no início da corrida, parecia que as aspirações de Rubinho pelo bicampeonato tinham terminado. Parecia. O piloto paulista foi ajudado pela chuva, que caiu por cinco minutos de maneira intensa no circuito de Interlagos e fez muitos pilotos – como Felipe Fraga – irem para os pits por pneus de chuva.

Barrichello continuou na pista, e, utilizando sua grande aptidão no piso molhado, foi avançando e chegou ao segundo lugar. Ele ainda tentou atacar Daniel Serra, que vinha muito à frente. No entanto, a corrida curta acabou tirando a chance de Barrichello ameaçar o piloto da Red Bull Racing.

Mesmo assim, Fraga chegou em décimo o que por si só tiraria o título de Rubinho mesmo em caso de vitória. Após a prova, falando ao Motorsport.com, o campeão da Stock Car de 2014 comemorou o resultado.

“De qualquer forma, se vencêssemos não teria dado”, resumiu, citando a experiência de sua primeira vitória na Fórmula 1 - na Alemanha em 2000 - como motivo de ter continuado na pista.

“Poderia falar até que rodei, mas a rodada me deu uma facilidade: a opção de ficar na pista. Principalmente porque o Fraga entrou. E foi idêntica àquela de Hockenheim (em 2000). O Mau Mau (Maurício Ferreira, chefe da Full Time) falou: ‘vamos entrar, vamos entrar’. Eu disse: ‘Mau Mau, a pista está seca. Não dá para entrar’.”

“Aí ele me disse que o Fraga entrou e foi mais fácil tomar a decisão de ficar na pista.”

“Mas foi do jeito que tinha que ser. Foi com muita luta e acho que a gente não tem que lamentar nada hoje. Entrei naquela chicane molhada na última volta como se fosse a última da minha vida. Tentamos, foi por muito pouco, mas valeu.”

Barrichello resumiu seu ano, e disse que se não tivesse tido problemas de acerto no início da temporada, poderia ter chegado mais junto de Fraga na decisão do campeonato.

“A gente teve os nossos problemas. Santa Cruz do Sul foi nosso ponto mais baixo. Apesar de termos ido para o pódio (na corrida 2), conseguimos só 13 pontos naquele final de semana. E depois dali foi um crescimento. A gente aprendeu muito, melhoramos e estamos aqui agora. É um ano positivo.”

Mesmo chegando em segundo, Barrichello não irá à festa de premiação da Stock Car nesta segunda-feira já que viaja para o exterior para testar o carro com o qual vai participar das 24 Horas de Le Mans do ano que vem.

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Sobre esta matéria

Categoria Stock Car Brasil
Evento Interlagos II
Localização Autódromo José Carlos Pace
Pilotos Rubens Barrichello
Autor Gabriel Lima
Tipo de matéria Relato da corrida