Novela Jacarepaguá: os últimos capítulos se iniciam no Rio

Alvoroço de internautas até consegue surtir efeito. Prefeito Eduardo Paes vai mostrar um cronograma para o novo autódromo em 10 dias

Jacarepaguá já sediou: F-1, Indy e MotoGP

Após ter sido escolhida como sede base dos Jogos Olímpicos de 2016, a área, que hoje se situa o Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, será totalmente demolida para a implantação de faraônicas obras para as Olimpíadas.

Até aí “tudo bem”, mas o grande problema é que, por lei, o Rio de Janeiro não pode ficar sem autódromo. Já mutilado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, quando o Parque Aquático Maria Lenk, o Velódromo da Cidade e, principalmente, a Arena Olímpica do Rio, invadiram o autódromo, o mesmo teve que buscar uma sobrevida se adaptando com o restante da pista, perdendo boa parte de seu traçado original.

Mas nesta semana o prefeito da cidade, Eduardo Paes, se encontrou com o Presidente da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), Cleyton Pinteiro, em uma reunião no próprio terreno do autódromo. Ficou acertado que uma decisão final do cronograma de demolição do autódromo – e da construção de um novo, possivelmente em Deodoro – seja entregue em no máximo 10 dias.

“Não vou me opor que comecem a fazer algo no autódromo e que não inviabilizem o calendário das corridas. Mas para interromper as atividades em Jacarepaguá será preciso termos um novo autódromo”, disse Cleyton.

Tentando acelerar os passos da já complicada obra, Eduardo Paes viu erros, mas diz que vai correr ao máximo para que o cronograma não fique prejudicado:

“Tivemos uma falha por termos demorado tanto tempo para tratar formalmente com a CBA. O que precisamos fazer é minimizar ao máximo o tempo de fechamento total do autódromo com a abertura de um novo.”

E o encontro dos dois representantes gerou até um ‘tuitaço’ na internet, onde pessoas pró-autódromo “bradavam” que a cidade não poderia ficar sem um. A hashtag promocional foi #ORionãopodeficarsemautodromo.

“A reunião foi muito positiva. Esperava até um clima mais pesado, devido ao tempo que eles precisam para construir o Parque Olímpico”, disse o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.

Sendo a principal obra do Jogos de 2016, o Parque Olímpico tem um orçamento previsto de quase R$ 1.4 bi. As primeiras marteladas no autódromo deverão ser dadas no início de maio, segundo as empreiteiras.

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