“Renovado”, Barrichello comemora 3ª posição

Campeão da Stock Car de 2014 também comparou os momentos vividos recentemente com acidente na F1 no início de carreira

No começo do ano, Rubens Barrichello enfrentou um problema de saúde e ficou internado durante dez dias em um hospital de Orlando (EUA), onde reside. Já liberado, ele passou por uma avaliação médica e foi liberado para voltar a correr.

Nesta sexta-feira (09), em Interlagos, com a ajuda do piloto português Filipe Albuquerque, Barrichello conquistou a terceira posição do grid de largada da Corrida de Duplas, que neste sábado abre a temporada 2018 da Stock Car.

Após a sessão, o recordista de provas da F1 comentou o desempenho no quali.

“Acho que o terceiro lugar é bem bom”, disse Barrichello. “Temos um bom carro para amanhã, estou muito feliz e renovado. Depois de quase 40 anos de competição, se sentir renovado é algo que a gente não sente toda hora”, comemorou.

“É como começar a vida de novo. Por todo receio de tudo aquilo que aconteceu, é como começar a vida de novo, então, estar aqui em Interlagos hoje, onde eu passei tanto tempo na Fórmula 1 é de gratidão total”.

Barrichello também falou sobre Filipe Albuquerque, seu companheiro nesta etapa, e que também garantiu o terceiro posto no grid, já que a responsabilidade de guiar o carro no Q3 ea dos convidados.

“Ele é muito esperto. Quando o Maurício Ferreira [dono da equipe] falou do Filipe, eu logo falei: ‘Pode pegar’. Eu o conheci quando andei na IMSA, nos Estados Unidos, e ele é um cara muito forte e muito simples.” 

“Ele tem tudo o que eu valorizo na vida, a humildade, a coragem, a determinação. Esse menino veio trazer um brilho para a equipe e desempenhou um grande papel. O terceiro lugar está de bom tamanho”.

Indo mais à frente, Barrichello projetou a prova deste sábado.

“Eu acho que não dá para traçar uma estratégia ideal para amanhã. A gente tem que acordar, ver o tipo de pista que a gente vai ter e depois brincar com as situações, se vamos ter safety car ou não, se o consumo de pneu está alto ou não. Então, não dá para decidir em qual volta parar. Durante a prova decidiremos.”

Renascimento

Barrichello fez questão de lembrar outro episódio em que considera um renascimento, mas desta vez ocorrido no inicio da carreira na F1.

“A gente pode falar que Imola foi um renascimento, com o meu acidente e com as tragédias do Ayrton [Senna ]e do [Roland] Ratzenberger. Mas ali eu era muito menino para dar algum valor. Naquele momento, eu tive medo de ter medo. Eu sentei no carro, saí igual um tarado para ver se batia de novo ou se eu me tornava melhor. E aquilo me fez melhor.”

“Quando eu fui internado, o meu medo era de perder o prazer de fazer o que eu mais gosto de fazer. Na hora que eu sentei no kart, que me daria a chance total de falar que eu estou bom, porque o kart é fisicamente mais pesado, principalmente o shifter (kart com marchas), do que o Stock Car.” 

“Na hora que eu sentei, precisei parar depois de cinco voltas, porque estava molhando a viseira por dentro. A chuva molha por fora, as lágrimas molham por dentro.”

Preocupações de Albuquerque

Albuquerque também comentou sua performance, não parecendp tão satisfeito e demonstrando quais pontos serão chave para a prova de amanhã.

“Muito bom. É muito melhor terceiro do que quarto, mas era muito melhor ainda assim ficar em segundo. Vamos ver o que podemos conseguir saindo desta posição.”

“Eu fiz ontem uma espécie de long run de umas sete voltas, e fomos muito constantes e fiquei muito contente com o andamento. Precisávamos acertar mais o pico do pneu do que em ritmo de corrida.”

“A maior dificuldade vai ser administrar os pushes. Mas, de resto, estamos bem em ritmo de prova. A única dúvida é a troca de pilotos.

 

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