Retorno de montadoras é “alvo” para chefe da Stock Car

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Retorno de montadoras é “alvo” para chefe da Stock Car
Por: Gabriel Lima
22 de set de 2018 14:54

Em seu segundo ano à frente da Vicar, Rodrigo Mathias fala de novos desafios e planeja levar categoria a capitais

Depois de um grande primeiro ano à frente da Stock Car, com muitas mudanças na comunicação da categoria, o segundo ano de Rodrigo Mathias à frente da Vicar vem sendo um pouco menos perceptível em termos de mudanças externas, o que não significa que grande esforços estejam sendo feitos para o futuro da campeonato a médio e longo prazo nos bastidores.

Em entrevista ao Motorsport.com, ele comentou sobre o interesse real de recuperar o envolvimento das grandes montadoras do mercado brasileiro no campeonato após a entrada oficial da Chevrolet junto à Cimed Racing neste ano.

“Podemos falar mais diretamente de uma aproximação do mercado de montadoras para com a categoria”, disse Mathias.

“Isso nos demanda um ciclo de médio prazo. Precisamos de mudanças técnicas para adaptar o produto para a realidade deles, para que isso seja mais atrativo."

“Nós vemos a categoria com um bom potencial de se tornar multimarca novamente. Para isso, nós conversamos com alguns grandes jogadores do mercado para entender como eles enxergam o automobilismo e a Stock Car no Brasil, para adaptarmos o nosso produto mantendo a essência e a tradição do negócio. No ano que vem a categoria completa 40 anos. Não queremos perder este legado, mas vamos nos adaptar a este mercado.”

“Temos também uma intenção de movimentação nas capitais do país que não têm autódromo, e isso demanda algo a médio prazo. Você não consegue viabilizar isso em meses. Quando você olha essas movimentações estratégicas, demanda um prazo superior. Mas estamos trabalhando nisso já desde o final do ano passado para a gente conseguir consolidar esta posição para 2019, 2020 e 2021.”

A intenção de Mathias é também levar a categoria a novas localidades no Brasil onde haja bom público, focando principalmente em corridas de rua em capitais.

“Não podemos ficar dependendo de novos autódromos no Brasil”, seguiu.

“Desta maneira, ficamos muito amarrados. Está no nosso planejamento abrir novas corridas de rua mirando grandes capitais. Imagina ver a relevância que ganharíamos retornando ao Rio de Janeiro, a Brasília e indo pela primeira vez a Belo Horizonte? Certamente isso nos conectaria muito mais ao público. E ainda temos Salvador e o nordeste. São praças que você tem uma relevância econômica grande e uma população significativa.”

“Goiânia é um exemplo. Nossa participação lá neste ano foi muito feliz. Na Corrida do Milhão nós conseguimos relançar o anel externo. Este é mais um ponto positivo quando você analisa este ano. Tivemos uma mudança muito grande no ano passado, neste ano nós vemos algumas mudanças importantes mas menos perceptíveis que no ano passado. Só que quando você soma as dimensões de tudo, temos mais um passo à frente em números.”

“Há um crescimento de audiência significativo do ano passado para este ano em termos de transmissão.”

“Naturalmente, no primeiro ano, você tem algumas movimentações de curto prazo que você consegue executar e as percepções são muito fáceis. O impacto e o resultado são muito a curto prazo. E aí nisso você tem toda a parte de comunicação, toda a parte de relacionamento digital e nós tivemos resultados fantásticos.”

“Mas, ao mesmo tempo, a partir da informação, você consegue avaliar os crescimentos de audiência da categoria. Neste ano já estamos melhor que no ano passado. Mas continuamos melhorando, só que isso é menos perceptível de fora para quem está no dia a dia, porque o primeiro impacto já passou. Existem algumas mudanças na categoria que você consegue fazer em pouco tempo, e outras que só veem a médio e longo prazo. Este é o nosso foco agora: pensar em um universo de dois a três anos para ter uma transição significativa.”

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Sobre esta matéria

Categoria Stock Car Brasil
Evento Velo Citta
Autor Gabriel Lima
Tipo de matéria Entrevista