Sem disputar título pela 3ª vez, Cacá define ano: "horrível"

Em pior momento da carreira na Stock Car, piloto carioca vê anúncio de ida para Cimed como estopim para fase ruim

A temporada de 2016 marca o pior ano da carreira de Cacá Bueno na Stock Car. O pentacampeão da categoria começou a campanha em boa forma, conquistando vitórias, pole positions e se mostrando como o maior oponente da dupla da Cimed pelo título da temporada.

No entanto, a partir da Corrida do Milhão o carioca e a equipe Red Bull Racing sofreram com a queda de performance do carro. Cacá passou a ter dificuldades para lutar pelas vitórias e acabou caindo bastante no campeonato, indo parar no 12º posto – disparada a pior posição de sua carreira dentro do campeonato.

 

Antes disso, pior performance de Cacá Bueno na Stock Car havia sido em 2008, quando finalizou em quarto. De resto, ele sempre finalizou as temporadas de 2002 a 2015 no top-3, chegando apenas duas vezes sem disputar o título na última corrida do ano (além de 2008, em 2013).

Questionado pelo Motorsport.com da sensação de chegar à última prova sem chances de ser campeão, o piloto respondeu: “Estou me sentindo horrível. É a sensação de que você só veio fazer número”.

“Isso não é nada bom. Sei lá, 15 anos de Stock Car e essa é a terceira vez que eu chego à última corrida do ano sem chance de ganhar. Mas, mesmo assim, em uma delas eu saí em terceiro no campeonato e na outra eu fui o quarto.”

“Neste ano a coisa desandou de uma maneira que a gente não esperava nesta segunda metade da temporada. Na primeira metade parecia que quem poderia brigar com o (Felipe) Fraga pelo título era eu. Ganhamos no Velopark, em Cascavel e fizemos três poles. Furou nosso pneu na liderança em Goiânia. Mas, mesmo assim, a gente vinha em um ritmo forte andando sempre junto do Marquinhos (Gomes) e do Fraga, e bem à frente do Rubinho (Barrichello) no campeonato.”

Anúncio da Cimed foi início de fase ruim

Cacá salientou que atritos internos e falta de motivação do time após o anúncio de seu futuro contribuíram para o fim desastroso de seu tempo com Andreas Mattheis.

“Do nada, depois do anúncio da minha ida embora (para a Cimed Racing)... Não sei, talvez tenha havido uma falta de motivação na equipe – o que não pode ser confundido com falta de vontade.”

“Mas o fato de todos irem para lados diferentes no ano que vem talvez tenha complicado as coisas. Teve atrito também, estamos oito anos juntos. Tem casamento que não dura isso. Talvez estes fatores tenham feito a gente ter essa queda geral, totalmente sem precedentes.”

“O que fica são os bons momentos”

Mesmo com a mágoa no fim da parceria, Cacá Bueno ressaltou que os grandes campeonatos e o domínio exercido pelo time de Andreas Mattheis são motivo de muito orgulho. Para ele, a Red Bull Racing sempre foi referência na Stock Car.

“Foi ótimo. Tirando este segundo semestre de 2016, foi tudo muito bom. Em oito anos tivemos momento alegres, momentos de conflito, mas o que fica são os momentos bons. Sempre fomos atrás do melhor resultado. Conquistamos três títulos juntos.”

“Recebi uma contagem dos números desses anos de Red Bull esses dias. Foram 15 vitórias, 22 poles e ainda o tricampeonato. Sem dúvida nenhuma foi uma parceria de sucesso e fica o agradecimento a todo mundo que fez parte do time, aos patrocinadores, aos mecânicos e ao companheiro de equipe. Nestes últimos oito anos, a cada prova que começávamos sempre éramos candidatos sérios a vitória e a títulos.”

Questionado sobre qual foi sua melhor temporada pelo time de Andreas Mattheis, Cacá relembrou seu primeiro ano, mas também recordou com carinho o domínio exercido durante a temporada de 2011.

“Minha chegada (2009) foi o melhor momento. Tínhamos um super time ali”, disse.

“Tínhamos o Andreas Mattheis, William Lube (atual chefe da Cimed) e o Tiago Meneghel (atual chefe da TMG). Entre nós havia um grande entendimento do que poderíamos fazer, e os resultados foram muito bons.”

“Outro ano bom também foi 2011. Fizemos uma grande temporada e ainda tínhamos o meu irmão (Popó Bueno) andando na equipe irmã. Estava ainda com Meneghel e o Andreas, e o William estava na outra equipe. Era um trabalho integrado. Reinava a paz e os resultados surgiam com mais facilidade. Os dois melhores momentos foram 2009 e 2011.”

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