Para Webber, não há espaço para egos no WEC

Piloto australiano reconheceu que levou tempo para se readaptar e trabalhar mais próximo aos companheiros de equipe quando se transferiu da F1 para o Mundial de Endurance

Mark Webber, que esteve na F1 por mais de uma década e retornou às provas de longa duração em 2014, disse que não há espaço para egos no WEC. Além disso, o australiano reconheceu que levou tempo até que ele reaprendesse a ter uma relação mais próxima com os companheiros de equipe.

Webber passou os últimos cinco anos da carreira na F1 tendo Sebastian Vettel como companheiro na Red Bull – a relação entre os dois era, na melhor das hipóteses, distante – e a percepção do australiano era a de que o time tinha preferência pelo alemão.

Agora na Porsche, Webber compartilha o mesmo carro com Brendon Hartley durante os finais de semana de corrida. Segundo o australiano, isso requer uma abordagem muito mais altruísta em termos do acerto do carro e de compartilhamento de dados.

Além disso, o piloto reconheceu que levou certo tempo para se adaptar a trabalhar dessa forma, pois isso é muito diferente do que ele se acostumara a fazer na F1.

"Nos primeiros seis, oito meses, você aprende a se integrar com o carro e com os pilotos. Como precisamos tentar chegar aos mesmos níveis de performance, ter as mesmas sensações e trabalhar com o mesmo acerto, não deve fazer diferença quem pilota em determinado momento”, afirmou em entrevista para o Motorsport.com.

Em seguida, ele explicou em detalhes como os pilotos ajudam uns aos outros – especialmente, como isso surpreendeu Nico Hülkenberg (que venceu as 24 Horas de Le Mans deste ano). Além disso, Webber destacou a importância de ter Timo Bernhard ao lado desde o início da transição da F1 para o WEC.

"Temos um diálogo bastante aberto e tentamos ajudar uns aos outros. Isso foi uma surpresa para Nico Hülkenberg (em Le Mans), o quanto estávamos abertos quando ele chegou. Tentamos ajudar ele o máximo que pudemos. Pelo meu lado, tenho sorte de ter alguém como Timo Bernhard no meu carro. Ele tem sido fantástico ao me ajudar na transição”, reconheceu.

Sem espaço para egos no mesmo carro

Enquanto na F1 a filosofia seguida é a de que ‘a primeira pessoa que você tem que vencer é o seu companheiro de equipe’, Webber diz que entre os pilotos do mesmo carro no WEC isso praticamente não existe. De fato, o australiano afirmou que fica feliz quando os colegas de carro são mais velozes do que ele.

"Isso (competição) praticamente não existe no mesmo carro. É fantástico, somos caras remando no mesmo barco, na mesma direção. Queremos ver todo mundo indo bem”, cravou.

"Se Brendon [Hartley] está muito veloz, não há ninguém mais feliz do que eu, pois sei que isso vai nos beneficiar. Mesmo com o outro carro da equipe há um diálogo bem aberto. Tem sido uma jornada incrível até agora, é gratificante poder, com a minha pequena contribuição, ajudar o time a alcançar o sucesso”, concluiu.

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