Brundle: F1 precisa definir direção que vai seguir no futuro

Ex-piloto e comentarista diz que categoria deve ser firme em suas decisões e minimiza ameaças da Ferrari

Ex-piloto da F1 e atual comentarista da televisão inglesa, Martin Brundle considera que a categoria precisa definir com clareza qual será sua direção para o futuro.

A F1 vive momento de conflito interno para bater o martelo sobre suas regras a partir da temporada de 2021. A FIA e o grupo Liberty Media revelaram um esboço que estabelece um motor mais simples (sem o uso do MGU-H) e barato, sendo que isso recebeu imediatamente resposta negativa de fabricantes como Mercedes e Ferrari.

De acordo com Brundle (competidor da F1 entre 1984 e 1996 e vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1990), a estratégia precisa ser bem definida desde já.

“Eles precisam ser firmes. Eles precisam dizer: ‘Esse é o futuro da F1, essa é a direção que vamos seguir. Junte-se a nós ou saiam’. E eles precisam ser bem claros quanto a isso”, analisou.

Brundle, porém, reconheceu que outros fatores atrapalham a objetividade da definição de tais planos.

“Eles precisam ser os mais rápidos, mais assustadores, os melhores carros de corrida, com os melhores pilotos disputando roda a roda. O objetivo é muito fácil, e eu acho que chegar lá é relativamente fácil, mas há muita política e interesses pessoais no caminho. Então, não sei onde isso vai acabar.”

O inglês também não leva muito a sério as ameaças da Ferrari em deixar a F1. “Acho que eles estão blefando. Por exemplo, para onde a Ferrari iria? Ir à Fórmula E e disputar com a Mahindra?”, questionou.

“Eles já estão em Le Mans, venceram o campeonato mundial de GT, e ninguém ficou sabendo disso. Eles não fazem publicidade no mundo, não gastam um centavo, porque a F1 faz isso por elas. Então, acredito que o Liberty precisa ser superduro”, completou. 

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