Chefe de Austin revela que GP foi “devastador financeiramente”

Afetado pelo furação Patrícia, ação de pista é sensivelmente diminuída e dia da corrida tem audiência mais baixa desde 2012

O Circuito das Américas sediou uma corrida memorável da Fórmula 1 no último domingo, que viu Lewis Hamilton como campeão mundial pela terceira vez. Porém, por outro lado, a pista sofreu com o clima instável, e seu diretor calcula que perdeu dinheiro pela primeira vez fazendo o evento.

“Foi um final de semana difícil”, disse Bobby Epstein, diretor do Circuito das Américas.

Em entrevista ao site American-Statesman, Epstein elogiou os esforços de milhares de funcionários e voluntários que resistiram às chuvas, com destaque para uma plateia de 40 mil que assistiu ao show de Elton John que encerrou o evento.

Porém, Epstein disse que uma confluência de problemas na semana passada resultou em "um fim de semana financeiramente devastador para a empresa" que opera a pista.

"Perdemos milhões em concessões que, sob circunstâncias normais, os fãs teriam comprado. E nós ainda sofremos pelo fato de alguns fãs terem tido experiências tão ruins que não vão voltar mais no ano que vem. No entanto, eu espero que nós possamos mudar a mente deles."

A questão principal foi o clima. O final de semana teve muita chuva graças ao furação Patrícia, que ganhava força subindo o Golfo do México. Por isso, o público foi impedido de ver a terceira sessão de treinos livres, na manhã de sábado – única ação de pista da F1 do dia. A audiência só pôde entrar na pista a partir do meio-dia.

"Tivemos a ajuda de todos os cantos desta comunidade", disse Epstein, que também lamentou a corrida no México ser tão próxima da de Austin. Graças a isso, muitos mexicanos deixaram de acompanhar o GP.

Confira o número de torcedores nos quatro GPs dos EUA no Texas:

2015 — 101,667

2014 — 107,778

2013 — 113,162

2012 — 117,429

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