Cinco coisas que estarão em jogo no GP do Azerbaijão de F1

Pela primeira vez na história da era turbo híbrida da F1, a temporada chegará à sua quarta etapa sem que já tenha ocorrido uma vitória da Mercedes.

Nas duas primeiras corridas do ano, Sebastian Vettel e a Ferrari se sobressaíram. Já na China, Daniel Ricciardo fez bom uso da estratégia com o safety car e deu à Red Bull um triunfo que parecia improvável.

Agora, carros e pilotos vão à pista em uma circunstância diferente. O circuito de Baku, palco do GP do Azerbaijão, representa um desafio totalmente distinto do que foi visto até então, já que se trata de um traçado de rua com características únicas, como a enorme reta e curvas de diferentes perfis. 

Em 2017, Baku recebeu uma das corridas mais movimentadas da temporada. Caso o cenário se repita, a prova será uma ocasião propícia para um bom resultado àqueles que não começaram a temporada com o pé direito. 

1 – Vai chegar a vez da Mercedes? 

 

Valtteri Bottas, Mercedes AMG F1 W09, Sebastian Vettel, Ferrari SF71H, Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W09, Max Verstappen, Red Bull Racing RB14 Tag Heuer, and Kimi Raikkonen, Ferrari SF71H
Photo by: Andrew Hone / LAT Images

Por motivos distintos, a Mercedes iniciou a temporada de 2018 com uma marca negativa desde a adoção dos atuais motores V6 turbo híbridos. Portanto, o GP do Azerbaijão é mais uma oportunidade para que a equipe converta o potencial exibido até então em sua primeira vitória no ano. 

Em termos de desempenho, a Mercedes sempre impressionou em Baku: dominou a prova de 2016 com Nico Rosberg e, no ano passado, Hamilton caminhava para a vitória, mas teve de fazer um pitstop extra, já que a proteção lateral de seu cockpit estava se soltando. 

Desta vez, o time enfrenta a concorrência forte sobretudo da Ferrari, que foi quem ditou o ritmo na corrida em Xangai. Desta forma, o GP do Azerbaijão de 2018 tem bastante significado para a Mercedes, já que a equipe precisa reagir após as dificuldades com os pneus na China.  

2 – Hamilton vai reagir? 

Lewis Hamilton, Mercedes-AMG F1
Photo by: Sutton Motorsport Images

Além das dificuldades da Mercedes, Lewis Hamilton tem enfrentado problemas específicos nas últimas provas. É verdade que o inglês tinha tudo para triunfar na Austrália (acabou pego no contrapé com o safety car virtual), mas, nas duas outras provas, seu rendimento ficou aquém das possibilidades.

No Bahrein, sofreu uma punição no grid por trocar de câmbio, mas mesmo assim foi superado por Valtteri Bottas na classificação. Já na China, uma das pistas em que possui melhor retrospecto, foi bastante apagado e sequer foi ao pódio. 

Por obra do destino (e de Max Verstappen), a diferença para Vettel na tabela caiu, estando em nove pontos. Porém, em 2018, Hamilton ainda não teve um fim de semana em que tudo se encaixou. Segundo seu velho parceiro de equipe, Nico Rosberg, o inglês sempre se recupera, e o GP do Azerbaijão seria uma ocasião adequada para isso acontecer.

3 – A Red Bull veio pra ficar? 

Race winner Daniel Ricciardo, Red Bull Racing celebrates with his team
Photo by: Zak Mauger / LAT Images

Vencedora em Xangai, a Red Bull não aparentou ter condições de fazer frente a Mercedes e Ferrari em condições normais na China – Ricciardo só conseguiu brilhar por fazer proveito, de forma cirúrgica, de um jogo de pneus novos na reta final da prova. Mas é realmente esse o caso? 

Nas duas provas anteriores, a Red Bull teve desempenhos atribulados, atrapalhados por fatores variados (quebras, punições ou erros). Portanto, ainda resta a dúvida: a Red Bull está de fato um passo atrás? Ou ela está mais forte do que o GP da China indicava? 

4 – Como Verstappen reagirá às críticas? 

Max Verstappen, Red Bull Racing
Photo by: Sutton Motorsport Images

Na prévia do GP da China, alertamos que a prova de Xangai era importante para Verstappen, que havia cometido erros nas corridas anteriores. Nesse sentido, o desdobramento da prova chinesa não poderia ter sido pior – especialmente porque foi justamente seu companheiro de equipe que tirou proveito de uma ocasião que ele próprio desperdiçou.

Agora, o holandês chega ao Azerbaijão, uma pista difícil e traiçoeira, sob os holofotes de todos. Um resultado de destaque certamente ajudará a apaziguar as críticas, mas como Verstappen reagirá? Ele manterá seu estilo agressivo ou adotará uma postura mais conservadora em uma prova historicamente difícil?

5 – A última batalha antes de Barcelona

Fernando Alonso, McLaren MCL33 at the start of the race

Photo by: Sutton Motorsport Images

Pode-se dizer que o GP do Azerbaijão marcará o fim da primeira fase da temporada de 2018, já, na prova seguinte do campeonato, as equipes deverão estrear novidades mais intensas em seus carros. Então, quem sairá do Azerbaijão com vantagem, especialmente no acirrado pelotão intermediário? 

Até o momento, as primeiras provas do ano tiveram momentos de destaque de Haas e Toro Rosso, sendo que Renault e McLaren também mostraram certa força com base na consistência. O circuito de Baku tem características únicas, então as equipes de meio de pelotão terão uma oportunidade importante para obter um bom resultado e marcar pontos valiosos para o Mundial de Construtores.  

GP do Azerbaijão: Guia do circuito de Baku 

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Pista Baku City Circuit
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