Emocionado por Villota, Massa celebra "volta perfeita" em Suzuka

Brasileiro conseguiu o quinto melhor tempo, quase três décimos mais rápido que Alonso e lamentou perda de colega

Alegria pelo quinto melhor tempo e por ter mais uma vez ficado à frente de Fernando Alonso. Mas tristeza ao se lembrar da colega Maria de Villota, espanhola que faleceu ontem provavelmente em decorrência de acidente sofrido no ano passado. Esse foi o sentimento de Felipe Massa, hoje em Suzuka, após o treino classificatório, quando conversou com o TotalRace.

“Foi uma classificação muito boa, bem feliz com o acerto do carro. Consegui fazer uma volta perfeita e fiquei bem feliz pelo resultado, pena que faltou um ‘pelinho’ para ficar à frente de mais algum carro”, disse o brasileiro. “Foi um ótimo trabalho, uma volta perfeita e acho que tirei o máximo possível do carro”, completou o brasileiro, que usou todos os jogos de pneus médios que tinha à disposição, mas mesmo assim, não acredita em prejuízo.

“Não consegui tirar o máximo com pneus duros e com pneus médios estava tudo certo, mas, na verdade, todo mundo usou todos os jogos de pneus médios, então não muda nada para a corrida aquilo que eu fiz”, observou Massa, que prevê uma corrida difícil para a Ferrari.

“Tem carro melhor que a gente, isso não é novidade. Tem carro que consegue render mais pensando na corrida, mas vamos ver se amanhã teremos um pneu que renda o suficiente para brigar com eles. Vamos tentar fazer o melhor possível. Tentar repetir o que fizemos no ano passado, o que não vai ser fácil. Mas vamos buscar ao máximo”, comentou o piloto da Ferrari, 2º em Suzuka no ano passado.

A alegria de Massa só não foi completa pela lembrança da morte de Villota. Visivelmente emocionado, Massa, que sofreu também um grave acidente em 2009, falou sobre a perda. “É uma pena o que aconteceu. Já era uma pena o acidente dela. Foi um acidente muito grave, muito mais grave que o meu. Ela conseguiu sobreviver, parecia que tudo caminhava bem, que tinha voltado ao normal. E aconteceu o que aconteceu. Fiquei muito chateado, não só por ela, mas pela família dela. Uma mulher que tinha um sonho de chegar à F-1 e não conseguiu, apesar de chegar muito perto. Fiquei muito triste e dou toda a força para a família dela. Acho que é um sinal de que tudo é possível na vida. As mulheres têm de tentar, pois é possível. O caso dela é muito triste para o esporte em geral”, declarou o piloto da Ferrari.
 

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