Funcionários da Caterham são impedidos de trabalhar

Crise financeira se amplia e participação da equipe no GP dos Estados Unidos é colocada em risco

Os funcionários da Caterham foram impedidos de entrar na fábrica da equipe para trabalhar nesta quinta-feira após o anúncio de que os atuais donos do time devolveram o negócio para o antigo dono.

[publicidade] A Smith & Williamson, que administra a fábrica em Leafield, impediu que os funcionários trabalhassem alegando que uma proposta “inadequada” havia sido feita para que o local continuasse a ser utilizado. Segundo a empresa, as dívidas com fornecedores chegam a 80 milhões de reais e 200 empregos estão em risco.

A Caterham passa por uma série crise e chegou a ter peças confiscadas de sua fábrica no início do mês. Nesta quarta-feira, o consórcio de investidores da Suíça e do Oriente Médio 1MRT anunciou a desistência da compra da equipe, que havia sido anunciada em julho, repassando o comando do time para Tony Fernandes, antigo dono.

Em nota, os novos donos alegaram que Fernandes, dono da Air Asia e do clube de futebol inglês Queen’s Park Rangers, deixou de cumprir com todas as obrigações legais para fechar a transferência. Via twitter, o malaio respondeu que “se você compra algo, tem de pagar por isso. É muito simples.”

Em outro comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Engavest assegurou que, ainda que a venda da equipe para a 1MRT tenha sido feita, as ações não foram transferidas e Fernandes, efetivamente, ainda é o dono da Caterham.

O promotor da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, disse que vai intervir na situação e já entrou em contado com Fernandes. “Estamos tentando ajudar de qualquer maneira, como fazemos com qualquer um que está em dificuldades”, disse à BBC. “Tudo o que sabemos é o que nos falaram. Não tenho certeza se tudo é verdade, contudo.”
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