Hamilton quase imitou Senna após perder em Mônaco; entenda

Review oficial da temporada feito pela FOM mostra que britânico parou seu carro após a bandeirada e não pretendia ir ao pódio após perder vitória

No GP de Mônaco de 1988, Ayrton Senna liderava a prova por mais de 50 segundos frente a seu companheiro de equipe Alain Prost. Uma vitória que parecia praticamente certa se tornou para o brasileiro um vexame difícil de assimilar, quando ele errou a Portier (curva que leva à entrada do túnel), bateu e abandonou a prova.

Frustrado com seu acidente, que naquele momento o deixava em uma posição difícil no mundial, Senna saiu de seu carro e não foi para os boxes. Ele foi para sua casa, que ficava a poucos metro dali e só voltou aos boxes mais tarde naquele dia.

Lewis Hamilton esteve muito próximo de fazer algo similar neste ano em Monte Carlo, como o review oficial lançado nesta semana pela Fórmula 1 mostra. O piloto pressionou seu time para fazer um pit stop após a entrada do Safety Car em decorrência de um forte acidente de Max Verstappen.

Nem Rosberg e nem Vettel, que vinham logo atrás, fizeram a parada, confiando que seus pneus poderiam aguentar até o fim da prova. Bravo, Hamilton culpou o time pelo rádio por não tê-lo avisado de que poderia perder duas posições se entrasse.

Ele terminou a corrida em terceiro, e, na volta após a bandeirada, ameaçou não ir ao pódio. Como Senna, ele pretendia deixar seu carro na curva Portier e sair do circuito. No entanto, seu engenheiro de pista, Peter Bonnington, foi persuasivo via rádio ao ver que Lewis havia parado o carro.

“Eu sei que você não quer”, disse. “Mas se você puder ir até o box real (ponto onde a família real de Mônaco assiste à prova e realiza o pódio), como parte do procedimento normal...”

Hamilton acatou o pedido, mas bateu no número 3 que identifica o terceiro lugar quando entrava no parque fechado.

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